Caixa manterá plano de venda de ativos, mesmo com eventual atraso na reforma da Previdência

Em entrevista ao UOL, o presidente Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães informou que manterá seu cronograma para venda de ativos mesmo com um possível atraso na tramitação da reforma da Previdência. Segundo ele, a decisão sobre o melhor momento para venda leva em conta mais fatores do que apenas o andamento da reforma, como a conjuntura dos mercados globais e a economia dos Estados Unidos e da China.
“Há também o risco de esperar muito, não posso esperar por uma questão só”, afirmou Guimarães em entrevista nos escritórios da Caixa, em São Paulo. Ele prevê levantar ao menos 40 bilhões de reais até o fim de 2020 com a vendas de ativos, recursos que serão usados sobretudo para devolver o mesmo montante recebido do governo via instrumento híbrido de capital e dívida (IHCD).
Os desinvestimentos incluem a venda de participação em quatro subsidiárias (seguros, loterias, cartões e gestão de recursos), que devem acontecer a partir de setembro, disse.
O plano para as ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) será aberto com a Caixa Seguridade, em setembro, processo que será precedido de parcerias com ao menos três sócios para diferentes áreas do negócio de seguros da Caixa.
Os preparativos para o IPO do braço de loterias, incluindo contratação do pool de bancos, também estão adiantados e a operação deve também acontecer em 2019. Os demais IPOs devem chegar ao mercado no ano que vem.
“Meu prazo é de quatro anos para devolver, mas tenho convicção de que faremos isso em dois anos”, disse Guimarães à Reuters, referindo-se aos instrumentos híbridos de capital e dívida (IHCD) por meio do qual o governo federal injetou recursos no banco na última década.


