‘Caixa vai usar IPOs para pagar Tesouro’

Em entrevista ao Valor Econômico desta segunda-feira (7), o novo presidente da Caixa, que assume oficialmente o terceiro maior banco do país, com R$ 1,3 trilhão em ativos e mais de 86 mil funcionários, diz que quer aplicar a lógica do mercado financeiro privado na instituição: serão ao menos quatro aberturas de capital de subsidiárias, operações de securitização para aumentar o funding para crédito imobiliário e uma revisão geral de contratos – desde sociedades em seguros a campanhas publicitárias. “Temos que mensurar quanto um real de publicidade traz de negócios para a Caixa”, diz.
Valor: Quanto as quatro ofertas devem movimentar?
Guimarães: Tudo depende de quanto de participação você vai vender e isso ainda não está definido. Prefiro não colocar um valor, o mercado é que vai dizer quanto vale. Esses negócios estão maduros ou têm espaço para crescimento muito relevante? Na minha opinião, esses quatro têm crescimento muito relevante, então isso entra no ‘valuation’. A Caixa é o maior banco do Hemisfério Sul, com 93 milhões de clientes, mas 15 milhões com produtos. É um banco gigantesco mas pouco penetrado na base de clientes. As aberturas de capital são a possibilidade de fazer com que a base seja expandida, buscando crescimento em seguros, cartões, asset e loterias como houve na BB Seguridade, que dobrou o lucro dois anos depois do IPO. De 2016 para 2018, o do IRB também dobrou. Gerando mais foco em cada negócio, gera mais resultado e governança na Caixa.
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Bolsonaro quer que eles ajudem a reforçar os cofres do governo, vendendo empresas controladas pelos bancos.
O futuro presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que pretende vender na Bolsa de Valores ações de pelo menos duas subsidiárias, como a Caixa Seguridade, ainda neste ano.
“A Caixa vai focar nos clientes de menor renda, na parte imobiliária que é exatamente sua grande vantagem comparativa”, afirmou.


