Casinos de Macau deverão ter queda superior a 35% em março
Fontes do setor contatadas pela agência Lusa dão conta que os primeiros 15 dias do mês continuam a "manifestar a queda das receitas do jogo" com operadores como a Sands China a estimarem uma quebra superior, "ainda que ligeira", aos 40% da receita apurada em 2014.
A confirmar-se a queda de 40% na receita de março, significaria que os cassinos fechavam o mês com cerca de 2,5 bilhões de euros.
No entanto, fonte da Sociedade de Jogos de Macau é mais otimista e aponta para uma descida das receitas brutas na ordem dos 35% – 2,7 bilhões de euros -, ligeiramente mais favorável que o cenário apontado pelos rivais da Sands China.
"Estamos numa fase, longa, de ajustamento, de readaptação para uma realidade em que os jogadores vip, ou grandes apostadores, deixaram de vir para Macau e estão a resguardar-se ou a procurar novos destinos", disse a fonte da empresa fundada por Stanley Ho ao alertar para o perigo da perda do mercado de grandes apostadores.
"Macau é um destino preferencial de jogadores chineses. Tem de haver controle sobre as transferências de dinheiro, mas não podemos assustar os jogadores como se todos estivessem a cometer ilegalidades e temos de apostar num mercado sustentado, com um crescimento sustentado que seja também benéfico para a sociedade local que deve beneficiar deste desenvolvimento", sublinhou.
Os casinos de Macau experimentam desde junho de 2014 uma queda que levou a uma descida de 2,6% das receitas dos casinos no ano passado, para um total de 41,3 bilhões de euros ao câmbio atual.
Em 2015, a queda dos dois primeiros meses já é de 35,1% para 5,0 bilhões de euros, percentagem que deverá manter-se mais ou menos inalterada com o pior cenário de queda das receitas para o mês de março.
Recorde-se, contudo, que o mês de março de 2014, quando os cassinos registraram 4,1 bilhões, foi o terceiro melhor mês de sempre nas salas de jogo da cidade.
Macau é desde 20 de dezembro de 1999 uma Região Administrativa Especial da China com autonomia administrativa, executiva e judicial.
A economia de Macau está assente nos serviços com o setor do turismo, especialmente o jogo em casino, a afirmar-se como a principal fonte de receita pública devido aos impostos diretos de 35% cobrados sobre as receitas brutas apuradas nos espaços de jogo e de 4% de indiretos canalizados para fins diversos como a promoção turística. (Agência Lusa – Minuto a Minuto)


