Eduardo Simon é eleito presidente do Conar para mandato 2026/2028

O publicitário Eduardo Simon foi eleito presidente do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para o mandato 2026/2028. A escolha foi feita nesta quinta-feira (2/7) em reunião do Conselho Superior da entidade. Simon assume o cargo em 15 de julho, sucedendo Sergio Pompilio.
A eleição já era esperada pelo mercado publicitário. Simon integrava o Conar há quatro anos como primeiro vice-presidente e chega ao comando em um momento em que a entidade enfrenta pressão para acompanhar transformações do setor, especialmente nas áreas de publicidade digital, influência, inteligência artificial e apostas esportivas.
Perfil e chapa eleita
Formado em marketing e pós-graduado em administração de empresas, Simon lidera a Galeria.Holding, grupo que reúne a Galeria.ag e outras onze empresas de publicidade, comunicação e tecnologia. Em 2025, a Galeria foi a terceira maior agência em compra de mídia, segundo levantamento do CENP-Meios.
A chapa eleita para compor a diretoria do Conar inclui:
⇒ Paulo Tonet Camargo, vice-presidente de relações institucionais da Globo, como primeiro vice-presidente;
⇒ Nelcina Tropardi, vice-presidente de Legal, ESG & Corporate do Carrefour, como segunda vice-presidente;
⇒ Marcelo Rech, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), como terceiro vice-presidente;
⇒ Natalia Kuchar Lohn, consultora jurídica sênior do Google, como quarta vice-presidente.
Juliana Albuquerque, com 25 anos de atuação no Conar, permanece no cargo de vice-presidente executiva.
A eleição ocorreu em reunião do Conselho Superior do Conar, que reúne representantes da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), Associação Nacional de Jornais (ANJ), Central de Outdoor e do Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil).
Balanço da gestão anterior
Em nota divulgada após a eleição, Simon vinculou o início do mandato ao debate sobre liberdade de expressão. “Tenho plena consciência da importância do período que agora se inicia; num momento em que o debate sobre a liberdade de expressão está tão em evidência, o Conar é chamado a exercer o seu papel, e o fará com responsabilidade, independência e compromisso com a sociedade”, afirmou o novo presidente.
A transição ocorre após uma gestão de Pompilio marcada por mudanças internas na governança e pela ampliação da participação de plataformas digitais no sistema de autorregulação. Na reunião desta quinta-feira (2/7), Pompilio afirmou que seu principal desafio ao assumir o cargo foi garantir a relevância do Conar diante de um mercado publicitário em transformação. Segundo ele, o modelo baseado apenas em anunciantes, agências e veículos tradicionais já não respondia aos desafios do ambiente digital.
A solução adotada foi a criação do Conselho de Conteúdo, órgão interno responsável por discutir e aprovar as regras técnicas da entidade. Com ele, praticamente todas as plataformas digitais passaram a integrar o Conar. No período, foram abertas mais de 1.100 representações éticas, com formação de jurisprudência sobre publicidade digital e temas emergentes, incluindo o uso de inteligência artificial, de acordo com a entidade.
Entre as frentes desenvolvidas na gestão anterior estão a publicidade de apostas esportivas, que resultou na criação do Anexo X do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, e a atualização do Anexo U, voltado a apelos de sustentabilidade em campanhas. Em maio, o Conar lançou uma nova edição do Guia de Marketing e Publicidade por Influenciadores Digitais.
Pompilio seguirá ligado ao Conar como membro nato do Conselho Superior.

