Esquerda e evangélicos contra jogos de azar

Blog do Editor I 25.02.22

Por: Magno José

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A bancada cearense ficou bem dividida. Uma estreita maioria foi contra. A disputa fundamental dos jogos de azar envolve duas bases do presidente Jair Bolsonaro: evangélicos e centrão (Foto: Paulo Sergio – Câmara dos Deputados)

A aprovação dos jogos de azar pela Câmara dos Deputados reuniu curiosa composição política. A bancada evangélica liderou a resistência. Com ela estavam PT e PSOL. Republicanos, PSC e Patriota também orientaram voto contra. PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, assim como o Podemos, de Sergio Moro, liberaram as bases para votar como quisessem. O PDT de Ciro Gomes orientou voto a favor dos bingos, cassinos e do jogo do bicho.
A bancada cearense ficou bem dividida. A maioria foi contra: 10 votos. Houve 8 a favor. Nos que se opuseram, estavam do mesmo lado Capitão Wagner (Pros) e a bancada petista, além de dois dos seis pedetistas. Os contrários foram puxados pelos outros quatro votos do PDT.
A base do presidente
A disputa fundamental dos jogos de azar envolve duas bases do presidente Jair Bolsonaro: evangélicos e centrão. Aqueles a favor e estes contra. Se a proposta passar no Senado, Bolsonaro diz que veta. Mas, o partido dele não orientou voto contra. Se Bolsonaro vetar, o texto vota para o Congresso, que pode manter ou derrubar o veto.
Senado
O projeto ainda chegará ao Senado e já sofre oposição de um dos três senadores cearenses: Luis Eduardo Girão (Podemos). Ele disse que a Câmara aproveitou a guerra na Ucrânia para “passar a boiada dos jogos”. (Coluna Érico Firmo – O Povo – CE)

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