Estudo revela que favoritos perdem 2,2 vezes mais em Copas do que em campeonatos

Apostas I 08.06.26

Por: Magno José

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Estudo revela que favoritos perdem 2,2 vezes mais em Copas do que em campeonatos 1
O BNLData teve acesso ao levantamento do Instituto Mauá de Tecnologia, que analisou 192 jogos de Mundiais de 2014, 2018 e 2022 comparando com 2.129 partidas de ligas domésticas do Brasil e Europa. Os resultados mostram disparidade expressiva entre as duas modalidades de competição

O Instituto Mauá de Tecnologia realizou estudo comparando o desempenho de times favoritos em Copas do Mundo e campeonatos nacionais. A análise abrangeu 192 partidas de três edições do Mundial e 2.129 jogos de ligas domésticas. O professor Victor Martins Maimone conduziu a pesquisa, que utilizou cotações do mercado de apostas como parâmetro de expectativa.

O BNLData teve acesso ao levantamento. Os resultados mostram disparidade expressiva entre as duas modalidades de competição.

A metodologia empregou as odds pré-jogo do mercado 1/X/2. Esse sistema considera três possibilidades: vitória do mandante, empate ou vitória do visitante. As partidas de Copa analisadas foram das edições de 2014, 2018 e 2022. Os campeonatos nacionais incluíram o Brasileiro de 2025 e as temporadas 2024-2025 de Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Espanha.

Quando o time favorito apresentava cotação igual ou inferior a 1.50, as zebras venceram em 15,8% das partidas de Copa. Nos campeonatos nacionais, esse índice ficou em 7,2%. A frequência de resultados inesperados em Mundiais é aproximadamente 2,2 vezes superior à observada nas ligas domésticas.

Exemplos recentes ilustram o padrão identificado

A Copa de 2022 forneceu casos concretos dessa tendência. A Argentina foi derrotada pela Arábia Saudita por 2 a 1, sendo cotada a 1.11. A Alemanha perdeu para o Japão por 2 a 1, com odd de 1.42. A Espanha também foi superada pelos japoneses por 2 a 1, cotada a 1.45. O Brasil caiu diante de Camarões por 1 a 0, apresentando odd de 1.33.

Edições anteriores registraram surpresas semelhantes. Em 2014, o Uruguai perdeu para a Costa Rica por 3 a 1, sendo favorito com cotação de 1.44. Na Copa de 2018, a Alemanha foi derrotada pelo México por 1 a 0, cotada a 1.47. No mesmo torneio, a Coreia do Sul venceu os alemães por 2 a 0, quando a Alemanha apresentava odd de 1.17.

Outros resultados inesperados de 2022 incluem a vitória do Japão sobre a Costa Rica por 1 a 0, sendo os japoneses favoritos a 1.45. A Austrália superou a Dinamarca por 1 a 0, com os dinamarqueses cotados a 1.40.

Diferença aumenta conforme favoritismo se acentua

Quanto mais forte o favoritismo, maior a diferença entre Copas e ligas nacionais. Quando o favorito tinha odd igual ou inferior a 2.00, deixou de vencer em 37,4% dos casos nas ligas contra 39,2% nas Copas. Com favoritos cotados a 1.70 ou menos, a taxa foi de 31,8% nas ligas contra 36,5% nas Copas.

Para odds de 1.60 ou inferiores, o favorito deixou de vencer em 28,5% das partidas de ligas nacionais, mas em 35,7% dos jogos de Copa. Com odds de 1.50 ou menos, as taxas foram 24,4% nas ligas contra 29,8% nas Copas.

Quando a odd do favorito era igual ou inferior a 1.40, a taxa foi de 19,9% nas ligas nacionais. Nas Copas, saltou para 28,6%. Essa categoria incluiu 35 partidas de Copa na amostra analisada.

Ambiente competitivo explica maior imprevisibilidade

As ligas nacionais constituem ambientes repetidos. Os times conhecem a liga, os árbitros, os estádios, o clima e o estilo de jogo. Eles enfrentam adversários do mesmo ecossistema competitivo semana após semana.

As Copas operam sob dinâmica diferente. Elas congregam seleções de culturas táticas variadas, ciclos de preparação distintos e calendários competitivos diversos. As seleções nacionais passam menos tempo juntas do que os clubes. Um clube pode funcionar como uma máquina repetida e ajustada. Uma seleção nacional representa, frequentemente, uma construção temporária.

Essa diferença estrutural não transforma as Copas em eventos aleatórios. Os favoritos continuam sendo favoritos por razões fundamentadas. Contudo, pode significar que a vantagem do favorito apresenta menor estabilidade do que aparenta no futebol de liga.

Mercados de apostas como ferramentas de previsão

Os mercados de apostas funcionam como mercados de previsão porque reúnem informações que nenhum observador individual possui completamente. Esses dados incluem qualidade das seleções, lesões de jogadores, táticas, condição física dos atletas e chaveamento do torneio. Milhares de pequenos julgamentos são feitos por pessoas que têm incentivos para acertar.

A diferença fundamental está no comprometimento financeiro. Um mercado de previsão questiona no que as pessoas acreditam com força suficiente para arriscar dinheiro. Isso não torna os mercados infalíveis. Contudo, esses mercados oferecem um ponto de partida disciplinado para análises.

Quando uma seleção está cotada a 17 centavos em um contrato que paga um dólar caso ela vença, o mercado indica “algo como 17 por cento de chance”. Os preços formados nesses mercados refletem informações coletivas de participantes que arriscam recursos financeiros em suas previsões.

França lidera expectativas para Copa de 2026

Em 10 de maio de 2026, o mercado da Polymarket para o vencedor da Copa do Mundo FIFA de 2026 indicava a França como o resultado mais provável, com cerca de 17 por cento. A Espanha aparecia em segundo lugar, com cerca de 16 por cento. A Inglaterra registrava 11,2 por cento, o Brasil 8,8 por cento e a Argentina 8,6 por cento.

A página do mercado informava mais de 921 milhões de dólares em volume negociado. O volume financeiro movimentado é relevante porque não representa palpites soltos, mas preços formados em um mercado com recursos em jogo. A fonte dos dados é a Polymarket, na página “2026 FIFA World Cup Winner”, acessada em 10 de maio de 2026.

Os preços da Polymarket mudam continuamente. Os números devem ser lidos como uma fotografia daquele momento específico, não como um ranking permanente.

A Copa do Mundo FIFA 2026 será realizada em três países: Estados Unidos, Canadá e México. O torneio acontecerá entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, marcando a primeira vez que o Mundial será sediado por três nações simultaneamente. Esta edição também será histórica por expandir o formato de competição de 32 para 48 seleções participantes, distribuídas em 16 grupos de três times cada.

Lições sobre probabilidades no torneio

Mesmo a favorita não apresenta alta probabilidade de vitória em termos absolutos. Uma chance de 17 por cento é suficiente para liderar o mercado. Ainda assim, o restante do campo possui probabilidade muito maior de vencer do que a França isoladamente.

A liderança da França no mercado de apostas não representa garantia de conquista. Os dados históricos sobre o desempenho de favoritos em Copas reforçam que cotações baixas não asseguram vitórias em torneios mundiais.

Os dados disponíveis não caracterizam as Copas como eventos de puro caos. Os favoritos ainda vencem com frequência superior às derrotas. Os mercados de apostas continuam oferecendo previsões úteis para os resultados.

O formato expandido da Copa de 2026, com 48 seleções, pode adicionar ainda mais imprevisibilidade ao torneio. A inclusão de mais equipes de diferentes níveis competitivos e a nova estrutura de grupos podem criar condições para surpresas adicionais, potencialmente ampliando a diferença já identificada entre o desempenho de favoritos em Copas e em ligas nacionais.

Instituto Mauá de Tecnologia completa 65 anos

O Instituto Mauá de Tecnologia completará 65 anos de atuação em 2026. A instituição privada de espírito público mantém compromisso com excelência em ensino, pesquisa e inovação. O IMT possui campi em São Caetano do Sul e São Paulo. Oferece 16 cursos de graduação em bacharelado e um curso superior em tecnologia em três áreas do conhecimento.

A infraestrutura da instituição conta com mais de 130 laboratórios de alta tecnologia. A interação com o mercado e a indústria ocorre por meio de pesquisas e prestação de serviços. Isso contribui para a formação de aproximadamente 3.000 alunos de graduação e pós-graduação.

O corpo docente do Instituto Mauá de Tecnologia é composto por 65% de doutores e 35% de mestres. O IMT é reconhecido como a melhor instituição particular de Engenharia do Brasil. A instituição também figura entre as cinco melhores em Engenharia do país, considerando todas as instituições públicas e privadas, segundo avaliações nacionais como ENADE e CPC.

O bacharelado em Administração do Instituto possui avaliação máxima no ENADE e CPC. Com acreditações e parcerias internacionais, o IMT já formou mais de 22 mil profissionais. Esses egressos se destacam no mercado de trabalho, no empreendedorismo e em posições de liderança em suas áreas de atuação.

A pesquisa sobre o desempenho de favoritos em Copas do Mundo exemplifica o compromisso do Instituto Mauá de Tecnologia com estudos aplicados que conectam análise quantitativa a fenômenos de interesse público. O trabalho demonstra como métodos estatísticos rigorosos podem revelar padrões em eventos esportivos de grande escala, contribuindo para uma compreensão mais fundamentada sobre probabilidades e expectativas em competições internacionais.

 

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