FBHA reúne patronal e laboral na discussão de um novo sindicalismo para desenvolver o turismo nacional

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A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) realizou, no dia 16 de março, a primeira edição do Seminário Sindicalismo Moderno, no município mineiro de Juiz de Fora. O evento, que reuniu mais de 300 pessoas, marcou o pioneirismo da entidade na elaboração de um novo conceito de sindicalismo, pautado no diálogo mais estreito entre patronal e laboral, mais adequado às demandas empresariais e ainda mais focado no desenvolvimento da atividade turística.

"Nosso objetivo é acompanhar as demandas do mundo atual com união e harmonia, para que a atividade turística e os negócios do país se desenvolvam, gerando mais empregos e renda para todos”, ressalta o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio.

O evento foi organizado pela Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação – FBHA, e Federação dos Empregados em Turismo e Hospitalidade do Estado de Minas Gerais – FETHEMG, com apoio do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Juiz de Fora – SHRBSJF, e do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Similares, Turismo e Lavanderias de Juiz de Fora – SINDECOHTUL.

O encontro promoveu um debate inédito entre as partes laborais e patronais no Brasil, com propostas discutidas em prol do crescimento da indústria da hospitalidade, segurança do empresário e preservação dos diretos do trabalhador.

Painel: Legalização dos jogos e impacto sobre a atividade turística

A palestra técnica-instrutiva com o presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal (IJL), Magnho José, abordou a legalização dos jogos no país, desmistificando conceitos que estão distorcidos na opinião pública e reafirmando que os cassinos são uma alternativa para o Brasil movimentar sua economia, seu turismo e gerar renda e empregos.

Em sua fala, o executivo defendeu a liberação do jogo no Brasil com os seguintes argumentos:

Controle

“Com toda tecnologia disponível, o argumento de que o jogo legalizado poderia ser propício à lavagem de dinheiro é uma falácia para quem estuda e entende do assunto. Os contrários sempre profetizam que os jogos são propícios a este delito, mas nunca foi realmente demonstrado como seria esta operação e as respectivas vantagens em lavar dinheiro no jogo. Uma análise nos percentuais dos tributos demonstra que estão profetizando um grande equívoco, já que existem atividades mais vantajosas economicamente para lavagem de ativos. Além disso, a legislação brasileira obriga que prêmios acima de R$ 10 mil sejam informados pelos operadores de jogos e loterias ao Conselho de Controle de Operações Financeiras – COAF, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda e responsável pela fiscalização de lavagem de capitais no país, além da tributação de 27,5% de Imposto de Renda sobre o prêmio. Portanto, lavar dinheiro em jogo é caro, além de extremamente arriscado”.

Turismo

“O Brasil recebe anualmente cerca de 6 milhões de turistas estrangeiros. Somente a cidade Las Vegas, localizada no Estado de Nevada (EUA), contabilizou a presença de 41,1 milhões de visitantes em 2014. Já Macau, outra cidade que tem o jogo como o carro forte de sua economia, recebeu mais de 31,5 milhões de pessoas no passado. Apenas os cassinos da Strip, a área onde estão os principais hotéis-casino de Las Vegas, tiveram receita de US$ 6,5 bilhões no ano passado. Já os de Macau faturaram em 2014 cerca de US$ 37,7 bilhões.

O Brasil é o maior exportador de jogadores do mundo e também está exportando consumo, dividendos e divisas na área de jogos para Las Vegas e países do Mercosul. Em 2010, os brasileiros não estavam nem entre os dez principais visitantes estrangeiros de Las Vegas com menos de 50 mil por ano. Em 2011, foi o sexto maior com 133 mil visitantes, sendo que Vegas já é o quarto destino preferido de brasileiros nos EUA. Além disso, também tem a motivação econômica para o Las Vegas Convention direcionar o marketing para o Brasil. O brasileiro médio gasta US$ 5,4 mil em uma viagem aos Estados Unidos. Isso se compara a US$ 4,3 mil para os japoneses típicos”.

Tributação

“A legislação proibitiva não alterou o cenário de ilegalidade do jogo no Brasil, que movimenta, anualmente, em apostas clandestinas mais R$ 19,9 bilhões com o jogo do bicho (R$ 12 bilhões), bingos (R$ 1,3 bilhões), caça-níqueis (R$ 3,6 bilhões) e apostas esportivas, i-Gaming e pôquer pela internet (R$ 3 bilhões), segundo estudo desenvolvido pelo Boletim de Notícias Lotéricas – BNL, em parceria com o Instituto Brasileiro Jogo Legal – IJL.

Portanto, o jogo ilegal no Brasil movimenta quase o dobro que os R$ 14,2 bilhões dos jogos oficiais, se somados os R$ 13,5 bilhões das loterias da Caixa Econômica Federal, R$ 400 milhões das Loterias Estaduais e R$ 300 milhões do turfe, sem nenhuma contrapartida destes recursos para o Estado e para a sociedade.

Estudo do BNL/IJL indica que o mercado de jogos do Brasil, com a legalização de todas as modalidades: cassinos, jogo do bicho, bingos, videobingos, videoloteria, apostas esportivas e i-Gaming tem potencial de arrecadar R$ 57 bilhões ou cerca de R$ 17,7 bilhões por ano em impostos”. (Com informações da FBHA e HotelNews)

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