Futebol brasileiro poderá ganhar com a regulamentação das apostas esportivas no país

Blog do Editor I 25.02.19

Por: Magno José

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O Presidente Michel Temer regulamentou no final do ano passado Medida Provisória que legalizaria apostas públicas no país. Atualmente o mercado de apostas não é regulamentado. No entanto isso não impede que muitas pessoas dele participem, desde profissionais a amadores.

É estimado que o mercado de apostas brasileiro movimente anualmente 4,3 bilhões de reais. Segundo cálculos, com a regulamentação, o governo passaria a arrecadar aproximadamente 25% desse valor, ou seja, um bilhão de reais.

Além do mais, a legalização da atividade faria com que o governo aumentasse a arrecadação indireta através da criação de empresas e postos de trabalho dedicados à atividade. Isso sem contar que os players do mercado aumentariam em número. Estimativas apontam que com o mercado já amadurecido o fluxo financeiro poderia chegar a 6 bilhões de reais.

Mas alguns problemas podem advir da regulamentação da atividade. Por exemplo o estímulo aos esquemas de manipulação de resultados, assim como o vício na atividade.

Logo antes de deixar a presidência da República, Michel Temer regulamentou as apostas esportivas no Brasil. A partir de então a modalidade de cota fixa, onde o apostador sabe previamente o valor que poderá ganhar se acertar, está legalizada. A ideia é que com o correr do tempo a União credenciará operadores privados que prestem esse tipo de serviço.

O prazo limite para tal regulamentação ocorrer é de dois anos, prorrogáveis por mais dois anos. No entanto, é esperado que mesmo antes desse período empresas internacionais instalem-se no país para explorar o lucrativo mercado.

Segundo a lei brasileira, as únicas apostas que podem ser feitas no país são os jogos da Caixa Econômica e as corridas de cavalo. Todos os demais são, de acordo com a lei, ilegais.

De acordo com a medida provisória sancionada por Michel Temer, a arrecadação advinda das apostas esportivas legalizadas fluiria para os cofres públicos. Tal fluxo financeiro seria positivo para as contas públicas nacionais. Nesse sentido, aumentaria o fluxo financeiro para a seguridade social, segurança pública, educação, além, é claro, para os clubes de futebol.

As equipes de futebol brasileiro poderiam ganhar com a regulamentação desse mercado através de patrocínios ou parcerias de marketing. Além disso, através do patrocínio feito pelas empresas privadas, as empresas estatais deixariam de utilizar dinheiro do contribuinte para patrocinar clubes esportivos. Em grande parte do mundo, principalmente nos países europeus, isso já ocorre. (Torcedores.com – Joao Gabriel Tavares)

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