Gaeco denuncia Ricardo e Coriolano Coutinho por suposta interferência na LOTEP

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB) protocolou, na quarta-feira (14), uma nova denúncia contra o ex-governador Ricardo Coutinho (PT). A nova denúncia, originada da Operação Calvário, foi protocolada na 2ª Vara Criminal da Capital. A denúncia trata dos crimes contra o patrimônio e extorsão.
O petista e seu irmão, Coriolano Coutinho, são apontados como responsáveis por irregularidades na Loteria do Estado da Paraíba (Lotep) durante a sua gestão como governador da Paraíba.
De acordo com o Gaeco, o grupo criminoso passou a assumir o controle da Lotep e utilizar o órgão realizando o direcionamento de concessões a empresas de interesse sob pena de rescisões de contratos já estabelecidos para exploração de jogos até demissões, desligamento ou inabilitações.
Um dos exemplos de extorsão teria sido praticado contra um empresário chamado Denylson Machado, que teria sido ameaçado com o intuito de obter vantagem econômica na venda de trios elétricos.
Também foram denunciados Pedro Patrício de Sousa Júnior e Alexandre Magno Cândido da Cruz.
A defesa de Ricardo Coutinho informou que a denúncia é antiga e aponta fatos já contestados por delatores premiados. Conforme a nota, a nova denúncia tem viés político e perseguidor porque o ex-governador estaria cotado para integrar o governo do presidente Lula.
Veja a nota:
“A defesa de Ricardo Coutinho tomou conhecimento na data de hoje, através da imprensa, de nova denúncia oferecida pelo Ministério Público da Paraíba – GAECO/PB.
Além da denúncia se basear em ilações antigas, amparadas nas já rechaçadas e desacreditadas palavras de delatores premiados, a nova acusação só confirma o viés político e persecutório da chamada “Operação Calvário” contra Ricardo Coutinho, com o oferecimento de novas denúncias justamente no momento em que o seu nome passa a ser especulado para compor o novo governo do Presidente eleito.
Práticas como esta só evidenciam, cada vez mais, o Lawfare empreendido por setores do Ministério Público contra Ricardo Coutinho, com o uso de instituições públicas como verdadeiras máquinas de guerra para tentar aniquilar e destruir adversários políticos.”


