Justiça Federal da Paraíba investiga casa de apostas e empresas de meio de pagamento

A Justiça Federal da Paraíba autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de empresas e pessoas físicas ligadas à Pixbet e a outras empresas do setor de apostas online, no âmbito de um inquérito que apura crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e operação irregular de instituição financeira.
A decisão, assinada pelo juiz federal Vinícius Costa Vidor, foi tomada no processo nº 0800136-46.2025.4.05.8201, que tramita em segredo de justiça, mas cujo conteúdo o jornal Política Paraíba, teve acesso revelando os nomes dos investigados e detalhes de um esquema que teria movimentado bilhões de reais.
A apuração começou em 2022, a partir de informações do GAECO/MPF-PB, que identificou a existência de empresas em Campina Grande/PB envolvidas na comercialização de créditos de jogos online com sede no exterior.
Segundo a Polícia Federal, os apostadores brasileiros pagavam em reais e recebiam créditos em dólares em sites de apostas, sem qualquer registro oficial de câmbio, o que configura evasão de divisas.
Segundo a investigação, o esquema incluía até o uso de pessoas falecidas em registros de operações cambiais, para tentar dar aparência de legalidade às movimentações.
O juiz determinou que, no período de 2021 a 2025, as instituições financeiras enviem todas as informações sobre transações bancárias, cartões, câmbio, PIX e investimentos de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso.
O MPF e a Polícia Federal suspeitam que o grupo usava a estrutura empresarial para: captar apostas no Brasil, enviar valores ilegalmente ao exterior, gerar créditos para apostas online e depois reintroduzir o dinheiro no país, usando empresas de fachada e contratos fictícios.


