Justiça Federal solta influenciador Buzeira após 10 meses de prisão

Blog do Editor I 18.08.26

Por: Magno José

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Justiça Federal solta influenciador Buzeira após 10 meses de prisão
Ele ganhou notoriedade em 2023 ao presentear o jogador Neymar com um cordão de ouro estimado em R$ 2 milhões. Na ocasião, ele tinha 4,5 milhões de seguidores no Instagram

A Justiça Federal mandou soltar o influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, investigado na Operação Narco Bet. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (17/8) pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, após 10 meses de prisão preventiva.

Buzeira estava detido desde outubro de 2025. A soltura foi acompanhada da imposição de medidas cautelares, cujos termos não foram detalhados pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

O influenciador responde por lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Narco Bet. A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) aponta ainda que ele é réu em outras ações penais relacionadas a tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.

O influenciador acumula 14,4 milhões de seguidores no Instagram, cerca de 1 milhão a menos que na época em que foi preso. Na sua conta, ele ostenta dezenas de carros, mansões, dinheiro e viagens. Além disso, exibe fotos com diversos famosos como Neymar, Virginia Fonseca, Zé Felipe e o rapper Oruam. Ele ganhou notoriedade em 2023 ao presentear o jogador Neymar com um cordão de ouro estimado em R$ 2 milhões. Na ocasião, ele tinha 4,5 milhões de seguidores no Instagram.

Segunda denúncia do MPF

Em junho de 2026, o MPF apresentou uma segunda denúncia contra Buzeira e outros quatro investigados da mesma operação. A acusação sustenta que o grupo integraria uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação de recursos por meio de plataformas de apostas esportivas, operações internacionais, estruturas offshore e movimentações com criptomoedas.

Nessa segunda peça acusatória, apresentada à Justiça Federal de Santos, o MPF aponta Buzeira como suposto financiador, controlador oculto e beneficiário econômico final das marcas BRXBET e RICOBET. A acusação afirma que ele teria participação direta nas decisões estratégicas e na condução das operações ligadas às plataformas, apesar de não constar formalmente nos quadros societários das empresas.

Passagem por unidades prisionais

Durante os 10 meses de detenção, Buzeira passou por três unidades prisionais. Em maio de 2026, foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá, no interior de São Paulo. Antes, havia cumprido prisão no CDP IV de Pinheiros, na Zona Oeste da capital paulista, e na Penitenciária Odon Ramos Maranhão, em Iperó, na região de Sorocaba.

A defesa do influenciador, representada pelos advogados Jonas Reis, Eugênio Carlo Balliano Malavasi e Lucas Gabriel Ruivo Ferreira, comemorou a concessão do habeas corpus. Em nota, os advogados afirmaram que “os fatos objeto da denúncia oferecida pelo MPF em desfavor de Bruno serão devidamente esclarecidos no bojo do devido processo legal, de modo que a defesa se manifestará nos autos da ação penal no momento processual oportuno, deixando de tecer comentários a respeito das imputações que lhe são dirigidas, em respeito ao segredo de justiça”.

 

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