Legalização do jogo: “A pauta que vai rachar o grupo de Bolsonaro”

Blog do Editor I 23.02.22

Por: Magno José

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O grupo aliado de Bolsonaro está dividido. As declarações dadas nesta terça, 11, por Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, defendendo a legalização de jogos – como o cassino e o jogo do bicho no país – mostrou como esse assunto é desconfortável para o grupo ao redor do presidente.

Os evangélicos, firmes apoiadores de Bolsonaro, são contra a legalização. Pensando na sua tentativa de reeleição, o presidente decidiu agradar as igrejas e se posicionou contra a legalização, dizendo que os jogos de azar não são bem-vindos no Brasil.

Agora, Arthur Lira, que é um dos grandes aliados do presidente e responsável por defender a agenda do governo entre os parlamentares, vai na contramão do que diz Bolsonaro.

“Onde não acontecem jogos no Brasil? Temos o jogo do bicho há uma vida. Os cassinos, em São Paulo deve ter mais de 300. Temos jogos online”, disse Lira durante evento organizado pelo banco BTG Pactual.

O assunto deve ser pautado nesta quarta-feira para votação em plenário. A posição de Lira já está definida e, se a Câmara aprovar o projeto, Bolsonaro terá uma saia justa pela frente.

Terá que escolher entre atrair ainda mais seus eleitores evangélicos no ano em que vai tentar sua reeleição, e precisa de apoio, ou terá que enfrentar os parlamentares a favor do jogo, sabendo que a agenda que ele quer aprovar este ano depende desse apoio da Câmara. (Coluna Matheus Leitão – Matheus Leitão)

Bolsonaro é procurado por Lira e se posiciona sobre jogos de azar

O presidente Jair Bolsonaro deu sua opinião sobre os jogos de azar

O presidente da República Jair Bolsonaro avisou para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que não quer se envolver na discussão da legalização dos jogos de azar. Isto porque há muita preocupação da parte dele em se indispor com o mercado ou com os evangélicos.

Conforme apurou o DCM, o governante brasileiro conversou com Lira sobre o assunto. O parlamentar pediu que o capitão da reserva se envolvesse nas negociações para acalmar a bancada religiosa. Porém, Bolsonaro explicou que há muito em jogo e avisou que seu papel é ser neutro.

O presidente relatou que pode pegar muito mal qualquer sinalização da parte dele a favor do projeto. Por outro lado, também deixou claro que não quer ficar mal visto com boa parte do Congresso. Ele entende que a sua função é apenas aguardar a decisão final da Câmara e do Senado.

Bolsonaro não vai censurar aliados

O governante também relatou que não vai censurar nenhum ministro, secretário ou lideranças que fazem parte da sua base de apoio. Isto porque sabe que não há um consenso dentro do seu núcleo político. Damares Alves, por exemplo, é totalmente contra o projeto. Já Ciro Nogueira é defensor e tem trabalhado para que o plano saia do papel.

Questionado por Lira sobre qual a opinião pessoal dele, o presidente da República revelou que não tem uma visão formada sobre o tema. Que concorda que o projeto trará retorno financeiro ao país. Mas que o posicionamento religioso não pode deixar de ser levado em consideração. (DCM – Naian Lopes)

 

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