Loterias da CAIXA superam R$ 2,4 bilhões de arrecadação nos primeiros sete meses de 2004.
2004 promete ser mais um ano de recordes para as Loterias da CAIXA e para o empresário lotérico. Em apenas sete meses, a arrecadação das nove modalidades de loterias atingiu R$ 2,4 bilhões – valor 46% e 19% superior à arrecadação registrada no mesmo período de 2002 (R$ 1,6 bilhão) e 2003 (R$ 2 bilhões), respectivamente.
As Loterias CAIXA comemoram o recorde no total de bilhetes vendidos nesses sete meses de 2004: são mais de 1 bilhão e 200 mil – uma média de 6 milhões de bilhetes vendidos por dia. No mesmo período do ano passado foram comercializados 1 bilhão e 100 mil. Todos esses números não seriam possíveis se não fosse o esforço do empresário lotérico.
De janeiro a julho deste ano, os repasses sociais das Loterias da CAIXA também aumentaram. Fundos e programas sociais, como a Seguridade Social, o Fundo Nacional da Cultura (FNC), o Fundo de Investimento ao Estudante de Curso Superior (Fies), o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), a Secretaria Nacional de Esportes e os Comitês Olímpico e Paraolímpico Brasileiros receberam cerca de R$ 1,2 bilhão.
O empresário lotérico é outra parte que também sai ganhando com o aumento na arrecadação. O incremento na venda de loterias influencia diretamente o faturamento da rede lotérica.
O apostador também é beneficiado. Afinal, os valores para premiação são proporcionais ao montante arrecadado. Assim, quanto mais se vende loteria, maior é o prêmio oferecido aos apostadores.
ENTREVISTA
A arrecadação recorde das loterias federais é um fato que deve ser comemorado por todo Brasil. É o que afirma o superintendente nacional de loterias da CAIXA, Paulo Campos. Nos primeiros sete meses deste ano, já foram arrecadados R$ 2,4 bilhões com a venda de loterias. Na entrevista abaixo, Campos explica a importância desses valores para a sociedade
Qual a importância do aumento da arrecadação das loterias federais?
Paulo Campos: Antes de tudo é preciso esclarecer que uma das funções primordiais das loterias controladas pelo Estado é arrecadar fundos para programas sociais do Governo. De todo o valor obtido, cerca de 48% retorna para sociedade por meio desses fundos. Assim, quando a arrecadação das nove modalidades de loterias é recorde, significa dizer que o valor repassado aos beneficiários também é maior. Ou seja, quanto mais se aposta nas loterias da CAIXA, mais dinheiro é revertido para áreas prioritárias como educação, seguridade social, esporte, cultura e segurança.
Além disso, é preciso lembrar que, quanto maior a arrecadação das loterias federais maiores também são os prêmios pagos ao apostador. Enfim, todo mundo ganha. Os fundos sociais com o aumento do repasse e o apostador com prêmios mais atrativos.
A que se deve esse aumento?
Paulo Campos: São vários os fatores. O realinhamento de preços da Mega-Sena e da Quina e a reformatação de produtos – ocorrida no ano passado e realizada em conjunto com a categoria lotérica – são alguns dos motivos desse aumento. Outro fator que deve ser destacado é o lançamento do Lotofácil que, em poucos meses, atingiu índices de comercalização surpreendentes. Hoje o Lotofácil é o segundo produto em volume de vendas no portfolio da CAIXA.
Quem recebe o dinheiro dos repasses sociais?
Paulo Campos: Atualmente, são beneficiários das loterias: o Fundo Nacional da Cultura (FNC), a Seguridade Social, o Financiamento Estudantil (Fies), a Secretaria Nacional de Esportes, o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). De janeiro a julho deste ano já foram arrecadados R$ 2,4 bilhões. Desse total, cerca de R$ 1,2 bilhão foi repassado para todas essas áreas.
Quais os benefícios que esse dinheiro traz para o Brasil?
Paulo Campos: Podemos citar como exemplo o programa de Financiamento Estudantil, o Fies. É com a ajuda do dinheiro das loterias que milhares de estudantes carentes tem acesso ao ensino superior. Atualmente, o programa atende a cerca de 270 mil alunos. Para esse ano, serão abertas 50 mil novas vagas. E esse é só um exemplo. Podemos citar também o Comitê Paraolímpico Brasileiro, o CPB, que além de ser beneficiário legal é patrocinado pelas Loterias CAIXA. Nas Paraolimpíadas que serão realizadas no mês de setembro, em Atenas, o CPB está levando a maior delegação de sua história. São 99 paratletas que disputarão 13 modalidades entre as 19 existentes na competição.
O que representa, para o empresário lotérico, o aumento da arrecadação?
Paulo Campos: O empresário lotérico é uma das partes principais da cadeia de beneficiários das loterias. Isso significa que o aumento na arrecadação influencia diretamente o faturamento da rede lotérica.
Como o senhor analisa o posicionamento de algumas lideranças que garantem que apenas a CAIXA ganha com os números recordes?
Paulo Campos: Tenho a convicção que a quase totalidade dos empresários lotéricos reconhece que, quanto mais a CAIXA arrecada com a venda de loterias federais, maior será o seu próprio faturamento. Por uma simples razão: a remuneração do empresariado lotérico é proporcional ao volume de vendas. Como não houve implantação de novas unidades, essa constatação é óbvia. No Brasil, poucos são os negócios que cresceram quase 50% em apenas 2 anos.
Quais as perspectivas para o 2o semestre deste ano?
Paulo Campos: As melhores possíveis. Estamos desenvolvendo novos produtos e, depois de resolvidos os problemas com a contratação da agência de publicidade, que atrasaram o cronograma da estratégia de comunicação deste ano, estaremos retomando os investimentos em propaganda. Tudo isso somado à força do empresário lotérico nos dá a certeza de que este será mais um ano de números positivos e de vários recordes.
Qual a expectativa de arrecadação para o ano de 2004? E quanto isso representa para os beneficiários?
Paulo Campos: Para esse ano, a CAIXA pretende bater o recorde de R$ 3,5 bilhões alcançado em 2003. A estimativa é fechar o ano com uma arrecadação superior a R$ 4 bilhões em venda de loterias. Se esse valor for alcançado, o repasse aos beneficiários legais deve chegar a R$ 1,9 bilhão.
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