Mercado brasileiro poderia compensar o fim das concessões e subconcessões de Macau

Blog do Editor I 27.05.19

Por: Magno José

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Fim das subconcessões dos cassinos de Macau transformaram os mercados japonês e brasileiro em alternativa para Las Vegas Sands, Wynn e MGM

O apetite dos grupos Las Vegas Sands, Wynn e MGM pelo mercado brasileiro pode ser justificado pela intenção do governo chinês em criar dificuldades para as operadoras norte-americanas na renovação das subconcessões dos cassinos de Macau em 2022.

A analista da Bloomberg Intelligence e especializada na indústria do jogo, Margaret Huang, revelou que o governo de Macau deve abrir mais licenças de jogo e abandonar “o esquema das subconcessões”. Além disso, levantou dúvidas se o governo chinês vai continuar permitindo que os grandes grupos continuem ganhando dinheiro quando praticamente todos os jogadores vêm da China.

Em 2002 foram celebrados contratos entre o Governo de Macau, a Sociedade de Jogos de Macau (SJM), a Galaxy Casino e a Wynn Resorts Macau para a atribuição de três concessões, e depois em dezembro foi feita uma alteração ao contrato de concessão do Galaxy Casino. Através dessa alteração, foi permitida à Las Vegas Sands explorar jogos de fortuna ou azar no território, mediante subconcessão, e a SJM e a Wynn vieram também a assinar contratos de subconcessão com a MGM e a Melco Resorts, respectivamente.

Além de todas as questões elencadas pela analista da Bloomberg Intelligence, ainda tem a tensão da guerra comercial entre China e Estados Unidos, que aumentou nas últimas semanas.

Por estas razões que os mercados japonês e brasileiro passaram a ser a alternativa a Macau para Las Vegas Sands, Wynn e MGM.

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