Ministro do Turismo apresenta argumentos equivocados sobre os jogos

Blog do Editor I 21.01.19

Por: Magno José

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A entrevista do ministro do Turismo ao Estado de S.Paulo comprova que Marcelo Álvaro Antônio desconhece o tema e está defendendo o lobby do grupo Las Vegas Sands, que está cada vez mais escancarado. Os argumentos apresentados na entrevista só ajudam na aprovação da Lei Sheldon Adelson.

O modelo Cingapura, defendido pelo ministro seria um desastre para a rede hoteleira e para os empresários brasileiros, pois o bilionário dos cassinos deseja implantar no Brasil, uma país com 200 milhões de habitantes e que já tem uma forte operação do jogo não-regulado, um conceito implantado em uma cidade-Estado de apenas 5,6 milhões de habitantes no Sudeste Asiático.

A legalização restritiva não representaria a arrecadação necessária para os cofres do governo, os investimentos das modalidades excluídas, a geração de empregos previstas nos estudos apresentados pelo Instituto Brasileiro Jogo Legal – IJL ao Congresso Nacional e também não significaria uma drástica redução dos jogos não-regulados, que continuariam na clandestinidade.

Os empresários dos hotéis, que já enfrentam uma forte crise de ocupação, não podem se iludidir com a possibilidade de potencializarem seus negócios com a legalização e instalação de cassinos-resorts integrados com 2 mil quartos. Lembrando que o valor das hospedagens nos IRs é inferior aos praticados pelo mercado já que acaba sendo subsidiada pela arrecadação dos jogos.

O discurso do ministro do Turismo além de não ser patriota, ainda beneficia o lobby do bilionário dos cassinos Sheldon Adelson.

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