Opinião: CPI-FUTE tem potencial de gerar problemas para as plataformas de apostas

A primeira reunião deliberativa da CPI-FUTE serviu como termômetro para avaliar as intenções dos parlamentares que formam o colegiado. Além dos acusados de manipulação, clubes e federações, ficou claro pelos discursos iniciais que os deputados vão tentar investigar também os sites de apostas, apesar desta possibilidade não constar do fato determinado para criação da CPI. A Comissão Parlamentar de Inquérito tem a finalidade de investigar esquemas de manipulação de resultados em partidas de futebol profissional no Brasil. Também ficou claro que um dos principais alvos será a Confederação Brasileira de Futebol – CBF.
O deputado Aureo Ribeiro defendeu que a investigação seja ampliada para as plataformas.
“Somos obrigados a entender claramente um novo segmento não regulado, contudo explicitamente uma atividade econômica, ouvindo nossos gestores do executivo, em especial aqueles que possam informar com precisão todo o funcionamento logístico e operacional das plataformas de jogos de azar que se proliferam no país, a ponto de anunciar no horário nobre da televisão brasileira e patrocinar quase todos os clubes da série A e B do futebol brasileiro, mesmo sem empregar formalmente os brasileiros que atuam no segmento, tampouco recolhendo todos os tributos devidos, como todos os outros segmentos da atividade econômica nacional”.
Já o deputado Bacelar (PV-BA), incansável defensor das atividades de jogos e apostas no Brasil, disse que “não estamos aqui para criminalizar as apostas esportivas, principalmente por ser uma atividade que dá receita, gera empregos e dá lucro no mundo todo. Precisamos ter foco e não podemos esquecer que o governo passou quase cinco anos sem regulamentar a atividade”.


