Penalidade Máxima: STJ nega pedido de Igor Cariús para que ação criminal fosse trancada

Apostas I 22.02.24

Por: Magno José

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Penalidade Máxima: STJ nega pedido de Igor Cariús para que ação criminal fosse trancada
Jogador Igor Cariús, que à época defendia o Cuiabá, alegou que sua atitude no esquema de manipulação de resultados não era crime; ministros discordaram em unanimidade (Foto: Divulgação / Cuiabá)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido do jogador Igor Cariús para que ação penal a qual ele responde por ter participado de um esquema de manipulação de apostas esportivas fosse trancada. A decisão foi tomada de forma unânime pela Sexta turma do tribunal, revela reportagem do Panorama Esportivo do Globo Online.

A participação de Cariús no esquema foi descoberta através da Operação Penalidade Máxima. Segundo o Ministério Público de Goiás, Cariús recebeu dinheiro para que fosse punido com um cartão amarelo de propósito durante o Campeonato Brasileiro de 2022. À época ele defendia o Cuiabá.

A defesa do jogador alegou que a atitude dele não configura crime porque não alterou ou falseou o resultado final da partida. O pedido do trancamento da ação já havia sido feito ao Tribunal de Justiça de Goiás, que também negou.

O relator do caso no STJ, ministro Sebastião Reis Junior, lembrou em sua decisão que a quantidade de cartões é um critério de desempate. E que ao fim de uma competição, como o Campeonato Brasil, pode definir quem será campeão, rebaixado ou ir para a Libertadores. E que, por isso, a lei não se refere exclusivamente ao resultado final de uma partida.

“Dessa forma, fica de plano afastada a alegação de que a promessa de vantagem para receber cartão amarelo não tem o condão de alterar o resultado da competição esportiva”, disse o ministro em seu voto.

Na Justiça Desportiva, em setembro do ano passado, ele foi punido com uma suspensão de 360 dias e uma multa de R$ 40 mil. Em janeiro deste ano ele chegou a conseguir o benefício da pena pecuniária, ou seja, pagaria uma multa para se livrar do resto da suspensão.

Essa decisão foi tomada pelo presidente em exercício do STJD, Felipe Bevilacqua. À época, José Perdiz, presidente do tribunal, estava atuando como interventor na CBF. Quando ele voltou ao STJD, ele suspendeu a decisão de Bevilacqua.

 

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