Pequim lança novas medidas para travar circulação de fundos ilícitos em Macau

Cassino I 22.12.14

Por: sync

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As autoridades de Pequim lançaram novas medidas para travar a circulação de fundos ilícitos da China Continental através dos cassinos de Macau, informou o South China Morning Post.
O jornal de Hong Kong faz referência a documentos enviados pela Autoridade Monetária de Macau aos bancos do território, que apontam para um "aumento de pressão sobre as controversas operações dos junkets no mercado VIP".
Segundo fontes "conhecedoras da situação", não identificadas pelo diário, estas novas diretivas permitem à Divisão de Investigação de Crimes Econômicos do Ministério da Segurança Pública chinês ter acesso eletrónico a todas as transferências feitas com cartões da UnionPay China de modo a identificar transações suspeitas.
Esta ação conjunta, que o jornal diz ser liderada pelo Ministério da Segurança Pública chinês, tem também o objetivo de pressionar o Governo de Macau a avançar com a prometida diversificação econômica, poucos dias antes da visita do Presidente chinês, Xi Jinping, ao território.
Contactada pela agência Lusa, a Autoridade Monetária de Macau remeteu para esclarecimentos já prestados no dia 21 de novembro, em que confirmou que representantes da Divisão de Investigação de Crimes Econômicos reuniram-se com o Ministério Público de Macau, bem como com a Polícia Judiciária e a UnionPay Internacional.
Neste encontro, realizado no dia 20 de novembro, ficou acordada a implementação de um "mecanismo de fiscalização recíproco" entre a China e Macau, com o objetivo de combater "atividades criminosas transfronteiriças relacionadas com cartões bancários da China Continental".
Em junho, a Autoridade Monetária de Macau ordenou a retirada das máquinas de retirada de dinheiro com cartões de crédito da UnionPay China e o cancelamento das facilidades de retirada em dinheiro nas joalharias no interior dos cassinos devido a transações ilegais.
Na ocasião, a decisão foi tomada depois de a Polícia Judiciária ter identificado transações ilegais no valor de 180 milhões de patacas (16,5 milhões de euros). O dinheiro era retirado através de equipamentos UnionPay China e não pagava percentagem à UnionPay Internacional, já que Macau não é considerado interior da China.
Além de evitar o pagamento da percentagem, os movimentos permitiam contornar o limite de 20.000 yuan (2.350 euros) que os visitantes da China podem transportar para Macau, uma quantia pequena para as apostas que se fazem nos cassinos do território.
Em julho, economistas ouvidos pela Lusa apontaram o combate às transações ilegais com cartões da UnionPay como um dos fatores de influência na queda das receitas dos cassinos de Macau.
Em dezembro, os cassinos de Macau devem fechar o mês com uma quebra entre 28% e 31% das receitas brutas, os piores resultados comparativos de 2014, o primeiro ano em que o jogo não cresce sob a administração chinesa.
Dados compilados pela agência Lusa junto de operadores de jogo indicam que até o dia 15 de dezembro os cassinos tinham registado uma receita bruta de cerca de 11,2 bilhões de patacas (1,120 bilhões de euros), o que permite projetar uma receita mensal entre 23 e 24 bilhões de patacas (entre 2,3 e 2,4 bilhões de euros). (Agência Lusa)

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