Pesquisa do Ministério da Saúde da Espanha mostra redução de problemas com jogos

Destaque I 15.12.20

Por: Elaine Silva

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A conclusão é que 670 mil pessoas entre as idades de 15 e 64 anos sofrem de um comportamento de “possível problema com o jogo ou transtorno do jogo”. Apesar desses dados, a tendência geral é de queda, passando de 2,6 para 2,2 em dois anos

A Secretária de Estado da Saúde da Espanha, Silvia Calzón, e a delegada do Governo para o Plano Nacional de Drogas, Joan R. Villalbí, apresentaram na tarde desta segunda-feira (14) os principais resultados do inquérito XIII Encuesta sobre Alcohol y otras Drogas en España EDADES. Os dados contradizem os argumentos do do Consumo e as regulamentações regionais que se baseiam na suposta proliferação do jogo. (veja o resumo do estudo)

No barômetro que mede as dependências na sociedade espanhola, observa-se que aumentaram tanto os comportamentos quanto o consumo da maioria das substâncias que levam ao ‘comportamento problemático’.

Na realidade o estudo teria abrangido também o ano de 2020, mas fontes do Ministério indicam que a situação do isolamento dificultou a realização de pesquisas. Com base em 17.899 pesquisas realizadas entre 7 de fevereiro a 11 de março, quando a pandemia interrompeu o trabalho de campo, o estudo mostra, no entanto, que a percepção social é de que há uma “tendência de queda para todas as substâncias”. Foram pesquisados o consumo de álcool, Internet, jogo online, maconha, cocaína e opioides.

O estudo, que pesquisou o índice de jogo problemático a partir dos dados do próprio Ministério da Saúde refletidos no documento, mostrou que houve uma redução para 2,2% de 2,6% no período analisado nos anos 2017/2018.

Os jogos mais comuns são loterias, que são jogadas por um maior percentual de pessoas com 94,4%, seguidas das loterias instantâneas com 24,9% e loterias de futebol e/ou quinigol com 14,6%.

No que se refere ao jogo presencial e online, 63,6% da população consultada com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos afirmou ter jogado a dinheiro, no último ano (eram 59,5% em 2017/2018) e 6,7% pela Internet (3,5% em 2017/2018). Esses jogos incluem, por exemplo, loterias, loterias instantâneas, jogos de futebol, quinigol ou cassinos.

Pela primeira vez na Espanha, foi realizada uma pesquisa em pessoas com mais de 64 anos chamada ESDAM. Em relação ao jogo com dinheiro, 68,3% jogou pessoalmente no último ano (72,6% nos homens e 65,1% nas mulheres), 5% superior ao da população de 15 a 64 anos. 2,4% da população com mais de 64 anos jogou com dinheiro online no último ano, 4% inferior ao da população de 15 a 64 anos. 1,3% da população com mais de 64 anos apresentaria um possível problema de jogo ou transtorno do jogo.

A conclusão é que 670 mil pessoas entre as idades de 15 e 64 anos sofrem de um comportamento de “possível problema com o jogo ou transtorno do jogo”. Apesar desses dados, a tendência geral é de queda, passando de 2,6 para 2,2 em dois anos. (Com informações InfoPlay)


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