Prefeito do Rio defende legalização dos cassinos durante posse do Conselho Municipal de Turismo

O prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, Marcello Crivella defendeu durante a cerimônia de posse do Conselho Municipal de Turismo, no Palácio da Cidade a legalização dos cassinos.
“O Rio de Janeiro precisa ter na indústria do turismo um cassino. Essa é uma missão para o Conselho. Que a gente possa fazer bons investimentos, gerando emprego, diminuindo a violência”, disse o prefeito Crivella.
Cerca de 150 pessoas participaram do evento desta segunda-feira, entre elas o secretário estadual de Turismo, Otávio Leite, o vereador e presidente da Comissão de Turismo da Câmara de Vereadores, Marcelo Siciliano, e o deputado estadual e presidente da Comissão do Turismo da Assembleia Legislativa, Welberth Rezende. A cerimônia contou ainda com a apresentação da Orquestra Juvenil Carioca, que na abertura tocou o Hino Nacional.
Além da posse dos conselheiros, o secretário de Turismo da Cidade do Rio de Janeiro, Paulo Jobim apresentou o programa ‘Um Rio de Oportunidades’ com as principais metas para o turismo da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro: a implantação da Roda Gigante Rio Star, Rio Cidade Inteligente através de soluções de iluminação, conectividade, prevenção de desastres e mobilidade e a legalização dos cassinos.

O secretário Paulo Jobim defendeu a aprovação do Marco Regulatório dos Jogos, através do PL 442/91 ou do PLS 186/14, que também contemplam a liberação dos cassinos no país, sendo no caso da Câmara dos Deputados, dois no Rio de Janeiro.
Durante cinco minutos, Paulo Jobim apresentou um panorama do mercado de jogos legais e ilegais e dados georreferenciais produzidos pelo Instituto Brasileiro Jogo Legal – IJL e da Fundação Getúlio Vargas. O Secretário pediu uma reflexão dos presentes sobre a necessidade de aprovação do Marco Regulatório dos Jogos no Congresso Nacional. Citou como exemplo para o turismo as operações de cassinos de Las Vegas, Macau e Cingapura. Citou também o fato do Japão estar se preparando para o pós Olimpíadas, “que o Brasil não se preparou”, permitindo a instalação de cassinos através de investimentos na ordem de R$ 120 bilhões em três licenças.
“Nós temos certeza que o Congresso Nacional e os parlamentares estão sensibilizados com esta questão e nós vamos ter sim a aprovação do Marco Legal. É importante que o Rio de Janeiro imediatamente estude com critério os interesses do Rio de Janeiro com a regulamentação do jogo. Agora vamos aguardar, vamos torcer!”.
O presidente da Comissão do Turismo da Assembleia Legislativa, o deputado Welberth Rezende disse que “o cassino é uma grande saída para o Brasil”.
“Os pressupostos que aqui precisam ser estabelecidos são: o amor ao Rio, o enfrentamento à crise e o arregaçar das mangas. Precisamos trazer mais pessoas para o Rio”, disse Otávio Leite, Secretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro.
Prefeito defende cassino no Porto Maravilha

Durante seu discurso no evento, o prefeito Marcello Crivella defendeu a instalação de cassinos na cidade como forma de atrair emprego e renda. Uma maneira de incentivar ainda mais o turismo no Rio.
Crivella destacou que de todas as políticas públicas apresentadas para o setor, a mais importante era a do cassino e citou em diversas oportunidades o modelo Cingapura e o presidente do Grupo Las Vegas Sands, Sheldon Adelson.
O prefeito citou que foi presenteado em Cingapura quando era jovem com o livro ‘A Quarta Dimensão’ pelo escritor Paul Yonggi Cho. Na cidade-estado, que tinha um templo muito grande e uma forte influência evangélica, houve um forte debate sobre a aprovação do jogo e defende que os evangélicos conheçam melhor os benefícios do jogo legalizado.
“Eu acho que hoje este é o tema. Eu conversei com o presidente da República e ele me disse que tinha esta preocupação por causa da Bancada Evangélica, mais de 100 deputados federais, alguns senadores e também de um amplo apoio que o presidente tem dos evangélicos. É preciso superar isto! É preciso superar isto, pois tem uma parcela dos evangélicos, que ainda infelizmente não tem todas as informações a respeito deste grande projeto e dos benefícios que trarão. Claro quem acha que o jogo é pecado não vai, não joga, simples assim! Agora tem pessoas que não veem pecado nisto e vão lá tentar a sorte, que é muito uma coisa da natureza humana. A sorte é da natureza, as pessoas arriscam um palpite e isto jamais vai diminuir ou jamais vai se extinguir”.
Crivella revelou a proposta de investimento do presidente do Grupo Las Vegas Sands e defendeu que o Rio seja usado como laboratório através da emissão de apenas uma licença.
“O Sheldon Adelson esteve aqui e ele tem US$ 20 bilhões para investir na região do Porto Maravilha. Ele trouxe projetos e encheu a mesa e colocou projetos lidíssimos, semelhantes aos de Cingapura, mas muito mais bonitos, pois ele quer fazer de frente para o mar. Porque nós deveríamos aprovar no Congresso Nacional um projeto. Uma licença! Como fez Cingapura! Vamos ver se vai dar certo, vamos aprovar uma licença! Uma superlicença! Centro de exposição, centro de convenções, torre de hotéis, parque com chopinzinho e um cassino que é 5 ou 6% da área total”.
O prefeito do Rio também defendeu a necessidade de superar o tema religiosamente.

“Essa discussão precisa ser superada pelo bem do Rio de Janeiro. Cingapura é eminentemente evangélica e não se arrepende de ter feito isto [legalizado os cassinos]. Absolutamente, melhorou a vida de todos. Faço este apelo para que o Conselho se debruce sobre isto, converse com os parlamentares, façam uma moção ao presidente da República. Lembrando que o presidente é do Rio de Janeiro e conhece todos os nossos morros tomados pela violência”.
O prefeito do Rio finalizou pedindo que o tema seja tratado através da lógica e do bom senso.
“O Rio de Janeiro precisa ter na indústria do turismo um cassino. Isto é lógico! Digo isto como pastor evangélico, missionário dez anos na África e na Índia, dediquei a minha vida inteira a Bíblia e estou dizendo que é uma coisa lógica. A gente precisa ter fé, mas fé inteligente, não pode ser uma fé fanática, uma fé contra o bom senso, contra a lógica, contra o raciocínio. Deus não é um Deus assim, então é uma missão importantíssima, que só não fica menor também do apelo que faço a vocês com relação a Rede Globo de Televisão. A maior inimiga do turismo do Rio de Janeiro é a Rede Globo de Televisão”.
O prefeito finalizou seu discurso pedindo ajuda para que o Rio tenha um cassino.
“Nos ajude a aprovar a lei para que tenhamos um lindo cassino, centro de convenções, hotel fantástico no Porto Maravilha”, finalizou Crivella.
Conselho Municipal de Turismo do Rio
Ao todo, 38 entidades, entre públicas e privadas, fazem parte do conselho, que será presidido pelo secretário municipal de Turismo, Paulo Jobim. Entre os desafios do novo conselho, está o de tornar ainda mais expressivos os números do setor na cidade.
“O papel, a missão deste conselho é construir políticas públicas na área de turismo de longo e médio prazo, de olho no futuro mas com os pés no chão. Desenvolver um plano estratégico com metas e ações. Atender a necessidade de superar obstáculos que restringem o potencial turístico. Precisamos nos reunir e pensar juntos”, disse Paulo Jobim.

Fazem parte do novo Conselho Municipal de Turismo do Rio:
– ABAV RJ – Associação Brasileira de Agências de Viagens
– ABEOC RJ – Associação Brasileira de Empresas de Eventos
– ABIH RJ – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis
– Associação Comercial do Rio de Janeiro
– ABOTTC – Associação Brasileira de Operadores de Trens Turísticos e Culturais
– ABRASEL RJ – Associação Brasileira de Bares Restaurantes
– APRESENTA Rio – Associação dos Promotores de Eventos do Setor de Entretenimento e Afins
– ABBTUR- Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais de Turismo
– Associação Brasileira de Jornalista de Turismo-Secção RJ
– BITO – Associação Brasileira de Turismo Receptivo Internacional
– BPTUR – Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas
– DEAT – Delegacia de Apoio ao Turista
– FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação
– Fecomércio – Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro
– Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
– Sesc – Serviço Social do Comércio
– Rio Convention & Visitors Bureau
– Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas / RJ
– SINDHotéis – Sindicato dos Hotéis do Município do Rio de Janeiro
– SINDRIO – Sindicato de Hotéis Bares Restaurantes
– Comissão de Turismo da Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro
– Setur – Secretaria de Turismo de Estado RJ
– Funarte
– Secretaria Especial de Turismo – Setur (Município)
– Secretaria Municipal de Meio Ambiente
– Subsecretaria Municipal de Esporte
– Secretaria Municipal de Ordem Pública
– Secretaria Municipal de Cultura
– Secretaria Municipal de Fazenda
– Guarda Municipal do Rio de Janeiro
– Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (RIOTUR)
– Rio Eventos Especiais
– Coordenadoria Geral de Relações Internacionais, do Gabinete do Prefeito
– Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos
– Agência de Fomento do Município do Rio de Janeiro (FOMENTA RIO)
– Subsecretaria do Legado Olímpico
– Instituto Municipal Pereira Passos
– Secretaria Municipal de Transportes


