Presidente da Frentur defende legalização dos IRs

Blog do Editor I 11.03.19

Por: Magno José

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O deputado Herculano Passos defende a legalização do Projeto Sheldon Adelson através dos cassinos, no modelo de resorts integrados

Em entrevista ao jornal Diário do Porto, o presidente da Frente Parlamentar Mista do Turismo, deputado Herculano Passos (MDB-SP) também defendeu a legalização do Projeto Sheldon Adelson através dos cassinos, no modelo de resorts integrados, que reúnem hotéis, casas de shows, shoppings, centros de convenções, além da casa de jogos.

DIÁRIO: A Frente Parlamentar do Turismo também discute a legalização dos cassinos no país. Quais as chances de esse projeto ser aprovado e quando pode ir a votação?

Herculano: Esse tema foi apreciado por uma comissão especial na Câmara e teve seu relatório aprovado, faltando apenas que seja apreciado e votado em plenário. Acho que o relatório só será debatido após a aprovação da reforma da Previdência, então estamos falando do segundo semestre deste ano.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é muito simpático ao modelo escolhido pelo relatório e saberá colocá-lo em votação no momento certo.

DIÁRIO: Como é o modelo que o senhor defende para a legalização?

Herculano: Eu pessoalmente entendo que o melhor formato para a legalização é o dos resorts integrados, nos quais os cassinos são apenas uma pequena parte, menos de 5%, de um complexo que reúne hotéis, shoppings, casas de shows e centro de convenções. É um modelo com grande potencial para geração de empregos, renda e arrecadação tributária.

DIÁRIO: Há quem critique o modelo de resorts integrados dizendo que excluem os apostadores mais pobres.

Herculano: Não sou defensor de exclusão, mas defendo que o modelo a ser adotado seja aquele que atraia os brasileiros que já viajam ao exterior para jogar e também os estrangeiros que viajam ao redor do mundo atrás desse tipo de diversão. Não quero um modelo que estimule o jogo para quem não pode perder.

Sabemos que pelo menos dois voos fretados por semana partem do Brasil para manter os cassinos no Uruguai. Fora os que viajam individualmente para lá e para outros destinos em busca do jogo legal.

Esses brasileiros não estão interessados nos cassinos ilegais que já existem no Brasil, nos quais os trabalhadores não têm sua situação amparada pela legislação e os empresários não recolhem impostos.

DIÁRIO: Quanto o jogo ilegal movimenta no Brasil?

Herculano: Há estimativas de que cassinos ilegais, mais os bingos e jogo do bicho, movimentem cerca de R$ 20 bilhões por ano no país, mas eu acho que esse número é muito maior.

DIÁRIO: No projeto a ser votado na Câmara há alguma limitação ao número de cassinos?

Herculano: Pela proposta em tramitação na Câmara, os cassinos seriam limitados tendo como parâmetro a população de cada Estado. Assim, o mais populoso, São Paulo, poderia ter até três cassinos, o Rio e Minas, dois, e os demais, um.

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