Proibição de operação da Kalshi no Brasil frustra planos de uma das bilionárias mais jovens do mundo

Apostas I 01.05.26

Por: Magno José

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Startup Kalshi é acusada criminalmente no Arizona de operar apostas ilegais
Medida atinge empresa cofundada por brasileira Luana Lopes Lara e impede acesso de usuários a sites de mercados de previsão, classificados pelo governo como jogos de azar

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueou o acesso a 27 plataformas de mercados de previsão no Brasil. Entre os sites bloqueados estão a Kalshi, cofundada pela brasileira Luana Lopes Lara, e a Polymarket. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou as operações dessas empresas como “apostas ilegais”.

A medida atinge diretamente os planos da empresária de 29 anos de expandir as operações da Kalshi para o mercado brasileiro. Lopes Lara possui patrimônio líquido estimado em US$ 2,1 bilhões, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. As informações são do Valor, com Bloomberg.

Bloqueio atinge 27 plataformas de apostas

Usuários brasileiros que tentam acessar os sites da Kalshi e da Polymarket recebem mensagens de erro. A restrição impede que brasileiros façam apostas sobre resultados políticos, esportes e eventos culturais através dessas plataformas.

O governo brasileiro justificou a ação como medida de combate a jogos de azar ilegais. A decisão reflete o ceticismo de reguladores em relação aos mercados de previsão. Os fundadores dessas empresas argumentam que seus produtos não se enquadram como jogos de azar.

Parceria com XP mantém operações limitadas

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permite apostas em indicadores econômicos e financeiros. O alcance dessa exceção não foi totalmente definido pelas autoridades.

A parceria entre a Kalshi e a corretora XP possibilita que alguns usuários brasileiros façam apostas de “sim” ou “não” em eventos econômicos relacionados ao Brasil. As operações são processadas pela interface da XP e pela corretora da empresa sediada nos Estados Unidos. O sistema não utiliza o site da Kalshi.

Não há informações sobre se a parceria entre Kalshi e XP será afetada pelas restrições. Também permanece indefinido se a colaboração poderá avançar considerando as exceções anunciadas pelo governo.

Empresária manifestou interesse no mercado brasileiro

Lopes Lara treinou como bailarina clássica no Brasil antes de ingressar no Massachusetts Institute of Technology (MIT). A empresária se formou pela instituição americana.

“O Brasil é muito importante para mim, visto que sou brasileira”, disse Lopes Lara, em entrevista ao Valor no final do ano passado.

A cofundadora da Kalshi afirmou compromisso com a operação no mercado brasileiro. “Vamos tentar encontrar uma forma de levar nosso produto ao Brasil”, disse ela.

A Kalshi informou que está analisando a decisão do governo brasileiro. A empresa não respondeu a pedido de comentário sobre os próximos passos. A XP se recusou a comentar o assunto.

O Brasil realizará eleições gerais ainda este ano. Os órgãos reguladores podem alterar ou atualizar suas políticas ao longo do tempo.

 

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