Receita dos casinos portugueses reduziu 40% desde o início da crise
Os cassinos portugueses estão perdendo cada vez mais rendimentos. Entre 2008 e 2013, os 11 casinos portugueses perderam 160 milhões de euros de receitas. Seja por um menor rendimento das famílias, ou seja, pela concorrência do jogo ilegal, as casas de jogo estão em risco, informa o Jornal de Notícias.
Grande parte das receitas dos cassinos é direcionada ao Estado, ou seja, acaba por ajudar as autarquias e o Turismo de Portugal, que por sua vez utilizam o dinheiro para promover o destino no estrangeiro. Mas caso as receitas dos cassinos continuem reduzindo, como se tem verificado, há um risco de menos fundos para as autarquias e para o turismo.
A proposta indicada pelo Governo, em relação à lei do jogo é também um dos motivos de crítica por parte dos empresários do jogo, sendo que muitas destas casas podem mesmo entrar em falência, pois está previsto um imposto para os jogos online de 15% a 30% sobre a receita bruta.
Tendo em conta os 256 milhões de euros pagos pelas concessões dos casinos, em 2011, para renovarem os seus contratos, foram ainda estabelecidas contrapartidas mínimas a pagar, uma vez que um crescimento de receitas não tem acontecido desde então.
A concessão do Algarve tinha uma contrapartida de 35% da receita bruta, mas em 2013 pagou 56%, e a concessão de Póvoa do Varzim partiu de 50% e pagou mais 65%, estimando-se que este ano pague 70%.
Assim, são várias as concessões em risco. Póvoa de Varzim, que tinha em 2008 uma receita de 58,2 milhões de euros, vê a sua receita a cair para os 36,3 milhões em 2013, ou seja, menos 6,3% de receitas, correndo o risco de nem sequer ter dinheiro para pagar as contrapartidas.
“A manter-se assim, há concessões que não chegam ao fim do contrato, é inviável pagar 100% das contrapartidas”, garantiu o presidente da Associação dos Casinos de Portugal, Jorge Armindo.
“Suspendemos as ações na perspectiva de negociar com o novo Governo, ainda estamos a ver se as conversações irão traduzir-se em resultados”, completou o responsável. (Jornal de Notícias – Portugal)


