Argumentos contrários a legalização recebem críticas dos leitores da Folha S.Paulo

O debate promovido pela editoria Tendência e Debate da Folha de S.Paulo com a veiculação de dois artigos comentando se o projeto de lei que legaliza os jogos e apostas é adequado mostrou que os argumentos dos contrários ao jogo manifestado no texto do presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), Vilson Antonio Romero estão em baixa com os leitores do jornal paulista.
Confira:
“Os jogos de azar, além de despertarem fetiche e mística sobre ter sorte em jogos e iludir pessoas sobre um possível enriquecimento fácil, o que não acontece, contraria o conjunto de valores cristãos por incentivar toda sorte de vícios. Continuará sendo ilícito e favorecendo o crime, nunca ao bem-estar de cidadãos e cidadãs, nem ao conjunto da sociedade, embora legalizado.” LIVIA PAULO DE ARAUJO
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“Surpreende o empenho da Casa Legislativa com tais assuntos. Há tanto a se fazer, criar, projetar para alavancar empregos, educação, saúde, etc. Mas preferem discutir jogo. Os interesses de alguns em detrimento ao Bem comum. Não à legalização de mais uma arapuca aos brasileiros!” ELEONORA GUTIERREZ
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“Um bom jeito de arrecadar impostos e dificultar transações ilícitas é fiscalizando igrejas caça niqueis seguidoras dos “bons costumes”…” O RAFFA
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“Divirjo radicalmente do autor. Primeiro pelos aspectos morais levantados. Assim fosse deveríamos proibir a venda de bebidas alcoólicas, tabaco, armas…Cabe ao cidadão decidir como e em que gastar seu dinheiro, ainda que isso o leve a miséria absoluta. Pode ser torrando com consumo desenfreado, aplicando na bolsa de valores, em ações da EBX por exemplo, pode ser em baladas, o que for. Isto cabe a cada indivíduo. Resolve-se com educação, com programas de saúde e assistência social, com campanhas publicitárias, como se fez com o tabaco. Quanto à questão de lavagem o argumento me parece pueril, vindo se um auditor fiscal. Basta querer fiscalizar e punir. Afinal há décadas que se lava dinheiro ilícito em imóveis, obras de arte, transações de jogadores, empresas de transporte, lojas, templos religiosos, e muito mais. Quanto menor forem as atividades ilegais menor será o poder de corromper agentes públicos. Menor o poder de sua influência, menor o achaque, a propina, a corrupção.” ANTONIO CZAS
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“O autor apela para a “tradição moral” e os “bons costumes” para sustentar seu argumento. As tradições da nossa sociedade são: escravidão negra, extermínio indígena e grilagem de terra.” VANDERLEI VAZELESK RIBEIRO
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“Seu Vilson, Prezadíssimo, não posso ser mais indiferente ao ecumenismo que o senhor menciona, por também sê-lo em relação as questões Morais apontadas, quer por padres/pastores, quer por milicos como o Dutra. Em compensação, não posso ter mais horror por essa fonte adicional de pppiicaretagem, lavagem monetária e enriquecimento de magano. E morro de raiva da covardia legislabóstica, que deliberam a 1 km da crosta, como se nada mais houvesse a dar atenção. O Filhadaputistão afunda. MARCOS DE TOLEDO BENASSIO
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“Os ricos pegam seus jatinhos e vão jogar em Vegas, Uruguai… Os pobres pegam suas bicicletas e vão na lotérica jogar na loteria do governo. Isso é hipocrisia.” LUIZ ALMEIDA
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‘Ex-dono de Bingo explicou, que seu humilde estabelecimento faliu no curto período de legalização, face à carga tributária. isso me tornou francamente favorável à liberação de todas as drogas. Em tempo: a única droga de que sou dependente assumido é o açúcar.” VANDERLEI VAZELESK RIBEIRO
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A opinião do presidente do IJL, Magnho José no artigo ‘Jogo legal com regras claras’ recebeu apenas um comentário.
Confira:
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“Ah, seu Magnho, seu Magnho, quais Maghanos estão buscando tal aprovação? Ainda bem que não me intimidei frente ao potencial de hiidiotia contido no artigo: tive a esplêndida oportunidade de vê-lo citar o Himinente Sinistro Bafo-de-onça, um Lupanar do Juridiquês Bozofrênico. Foi lindo. Além do sarcasmo, nada a contribuir: não tenho saco para rebater essa meia dúzia de argumentos capengas. Mas reconheço o fato de que são argumentos, o que já é acima da média aqui no Bozofrenistão. Vai que vai.” MARCOS DE TOLEDO BENASSI.
Debate Folha de São Paulo: O projeto que prevê a legalização do jogo é adequado?


