O desafio é não permitir que a ‘CPI da Manipulação de Resultados’ vire a ‘CPI das Apostas Esportivas’

Apostas, Opinião I 25.04.23

Por: Magno José

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Governo muda de estratégia e decide apoiar criação de quatro CPIs
A Constituição Federal define que a CPI deve ter objeto e fato determinado que deram origem à sua formação

A instalação da CPI da Manipulação de Resultados deverá manter os dirigentes desta atividade vigilantes para que a Comissão Parlamentar de Inquérito não se transforme na CPI das Apostas Esportivas. Parafraseando aquele conceito político que uma “CPI a gente sabe como começa, mas nunca sabe como vai terminar”.

Os dirigentes deste setor devem ter uma coordenação única e trabalhar para garantir a credibilidade e a imagem das apostas esportivas, além de difundir que investem no combate a fraudes e esquemas criminosos deixando claro para autoridades e sociedade que as plataformas são as maiores prejudicadas com a manipulação de resultados.

Até agora as investigações do MP não apontam indícios de atuação de sites de apostas na tentativa de manipular os jogos. Inclusive, não foram nem divulgadas as casas onde foram feitas as apostas pelo grupo supostamente criminoso investigado.

Em entrevista ao UOL, o autor do requerimento deputado Felipe Carreras, manifestou a possibilidade de a CPI da manipulação investigar sites de apostas.

“A falta de regulamentação do setor ainda deixa lacunas que permitem que criminosos ajam de má-fé e maculem o resultado esportivo. É necessário investigar tudo o que tiver indício de fraude. Se durante o processo de investigação houver algum indício disso (atuação de sites de apostas), tem que se investigar para justamente separar os bons operadores dos maus operadores. Isso deve, inclusive, ajudar muito na regulamentação dos jogos de apostas”, explicou o deputado.

Lembrando que a Constituição Federal define que a CPI deve ter objeto e fato determinado que deram origem à sua formação.

 


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