Líder dos opositores da legalização dos jogos passa vexame no Senado com o ministro Silvio Almeida

Blog do Editor I 28.04.23

Por: Magno José

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Silvio Almeida é aplaudido após rejeitar ‘feto’ de Eduardo Girão: ‘Um escárnio’

“Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo”. Nesta quinta-feira, a principal liderança dos opositores a legalização no Senado, o senador Eduardo Girão foi protagonista de um vexame digno de marcar a trajetória de um parlamentar.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) tentou entregar uma réplica de um feto de 12 semanas, feita em plástico, ao ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, durante audiência no Senado nesta quinta-feira (27).

O ministro se recusou a receber a réplica, repudiou o ato do senador e classificou a tentativa como uma “exploração inaceitável”. (assista ao vídeo)

“Eu não quero receber isso por um motivo muito simples. Eu vou ser pai agora, e eu sei muito bem o que significa isso. Isso é pra mim uma performance que eu repudio profundamente. Com todo respeito, é uma exploração inaceitável de um problema muito sério que nós temos no país”, disse Silvio Almeida.

“Em nome da minha filha que vai nascer, eu me recuso a receber isso aí. Em nome da minha filha, não vou receber. Isso é um escárnio, não vou receber. Respeitando o seu cargo, eu não vou aceitar, eu sou um homem sério e acredito que o senhor também seja”, prosseguiu.

O “feto de plástico” é usado por manifestantes contrários ao aborto para defender que, nesta etapa do desenvolvimento, o embrião já poderia ser considerado um ser humano.

Comento: fragilidade das opiniões do senador

O senador Eduardo Girão, que lidera o lobby contrário a legalização dos jogos no Senado por acreditar que o jogo no Brasil vai começar depois da aprovação da lei no Congresso, tentou usar com o ministro dos Direitos Humanos os mesmos argumentos rasos que usa contra os jogos e protagonizou um vexame de repercussão nacional.

Além da falta de civilidade, até onde vai a credibilidade de atores políticos que trabalham um dia sim, outro também no Congresso Nacional, para que o jogo continue na clandestinidade?

Eu desconfio de todos!!!


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