Loterpa realiza consulta pública para retomar comercialização de produtos e serviços lotéricos

Destaque I 22.09.14

Por: sync

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Com o objetivo de conhecer as experiências no mercado brasileiro e mundial no que diz respeito às modalidades de produtos e serviços lotéricos mais modernos, a Loteria do Estado do Pará (Loterpa) realizou na sexta-feira (19), consulta pública no Centro Integrado de Governo (CIG). O encontro reuniu representantes da instituição, autoridades, especialistas e empresas nacionais e internacionais que operam jogos de loterias no Brasil e no exterior, que apresentaram seus portfólios de projetos, produtos e serviços em meios físicos e informatizados, além de suas expectativas sobre o setor.

A consulta será o pontapé inicial para que a Loterpa retome as atividades lotéricas, interrompidas em 2007, quando foi proibida a realização dos sorteios. A retomada só foi possível graças ao trabalho conjunto da Loterpa, Ministério Público Federal (MPF) e Procuradoria Geral do Estado (PGE), que permitiu à instituição ser reestruturada e modernizada.

“Agora queremos saber quais são as tendências dos jogos mais utilizados pela sociedade, tanto no mercado nacional quanto no internacional, para retomarmos nossas atividades”, informou Jorge Rezende, diretor-presidente da Loterpa.

O próximo passo, comentou Jorge Rezende, será consolidar as informações divulgadas durante o evento para apresentá-las em audiência pública, que abrirá espaço para a sociedade opinar sobre as melhores modalidades de jogos para o Estado. Concluído esse processo, a última etapa será a licitação para a aquisição de equipamentos e contratação de serviço de gráfica, que é essencial para a emissão de bilhetes impressos de loteria instantânea. “Buscaremos aplicar os melhores modelos e exemplos e lançá-los de forma similar no Estado. Tudo que a Caixa Econômica Federal vende hoje, nós vamos poder comercializar com a marca do Pará. Com isso, a Loterpa estará na vanguarda de comercialização de produtos lotéricos”, assinalou.

O diretor-presidente da Loterpa ressaltou que o mais importante na retomada da comercialização de produtos lotéricos é que todos os recursos oriundos dos jogos ficam no Pará e só podem concorrer aos prêmios as pessoas que residem no Estado. “Além disso, temos uma missão enquanto instituição pública, que consideramos nobre e nos incentiva nesse empenho pela volta da comercialização dos produtos de loteria. Todo o lucro oriundo dessa comercialização é revertido para o social. Apoiamos, por exemplo, projetos da Santa Casa e outras ações voltadas ao esporte, lazer e cultura”, afirmou.

A Loterpa é a segunda loteria mais antiga do Brasil e completa no dia 3 de outubro, 158 anos de atividade. Somente o governo federal e governos estaduais, que têm a sua própria loteria, podem atuar no mercado de jogo estatal.

Representante internacional

Durante a consulta pública, Roberto Quattrini, diretor de Mercado Emergente do grupo Lottomatica, apresentou o portfólio da empresa, que é um dos principais provedores mundiais de loterias do mundo, presente em 53 países e 30 estados americanos. “A loteria tem um papel muito importante em todo o lugar do mundo, mas ainda caminha, timidamente, no Brasil. Por meio da nossa exposição, queremos ajudar, mostrando um panorama mundial e dando uma visão do mercado para que a Loterpa possa se organizar e trazer novas proposições de produtos, serviços e tecnologias de forma consistente, célere e transparente para o setor público”, pontuou o executivo, que aproveitou para apresentar dados sobre o mercado. “Só em 2013, a CEF gerou cerca de R$ 210 milhões com a venda de produtos lotéricos”, informou.

O executivo destacou que a regulamentação dos jogos permite com que o estado tenha uma visão completa de quanto arrecada, além de oferecer proteção ao consumidor. Para ele, o Pará é uma referência pelo fato de ter feito um ajustamento de conduta junto ao MPF. “Isso mostra que o Pará está avançado em relação a outros estados do país. Se o Governo definir o seu modelo de gestão e de comercialização dos produtos e serviços de loteria, a Lottomatica têm condições de fazer toda e qualquer customização para o Estado”, sinalizou.

Plínio Oliveira, representante da Valid SA, empresa que atua na impressão de bilhete de loteria instantânea, entre outros segmentos, ressaltou que todos os estados precisam retomar suas loterias. “É um mercado que existe e é importante para a economia do estado. Acho muito bom o Pará fazer isso e se tornar um pioneiro na Região Norte”, avaliou. (Com Agência Pará de Notícias)

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