Arrecadação dos cassinos de Macau caíram 97% em junho

Os cassinos de Macau, que formam o maior destino mundial de jogo, atingiram em junho um novo mínimo mensal de receitas de jogo, com apenas 716 milhões de patacas (cerca de 79,8 milhões de euros ao câmbio de hoje), menos 38 milhões do que o mínimo fixado em abril.
Os dados publicados hoje pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos de Macau indica que em relação ao mesmo mês de 2019 a quebra atingiu um novo máximo de 97% ou 23.096 milhões de patacas (cerca de 2.576,2 milhões de euros).
A queda das receitas de jogo dos cassinos de Macau espelha a disseminação da pandemia de covid-19, da China para todo o mundo, e atingiu expressão significativa logo em fevereiro, quando as receitas de jogo atingiram o que era então um novo mínimo mensal de 3.104 milhões de patacas (cerca de 346,2 milhões de euros).
Em março, houve uma ligeira animação, com as receitas a atingirem 5.257 milhões de patacas (586,4 milhões de euros), mas ‘foi Sol de pouca dura’, porque em abril as receitas caíram para um novo mínimo mensal de 754 milhões de patacas, que ‘vigorou’ até junho.
Desta forma, as receitas de jogos dos Casinos de Macau ficaram no semestre em 33.720 milhões de patacas (3.761,2 milhões de euros), abaixo, portanto, do montante do mês de fevereiro de 2014, que se mantém o melhor mês de sempre, em que as receitas de jogo atingiram 38.007 milhões de patacas (4.239,4 milhões de euros).
A quebra no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2019 atinge assim 77,4% ou 115.783 milhões de patacas (cerca de 12.914,8 milhões de euros).
Esta quebra reflete especialmente a proibição da chegada a Macau de residentes na China, que é por grande margem o maior mercado emissor e cujo impacto se faz sentir muito nos cassinos.
Os Casinos de Macau foram muito penalizados pela suspensão da emissão de vistos turísticos da China para Macau, que levou a uma quebra das chegadas de visitantes a Macau em 81,1%, nomeadamente pela quebra em 81% de visitantes procedentes da China Continental, que ainda assim representou 71% do total de chegadas, com 2,31 milhões em 3,24 milhões. (PressTur Macau)


