Aumenta fiscalização de caça-níqueis

Compartilhar

Para adequar a situação de estimadas 10 mil máquinas caça-níqueis irregulares no Estado, a Companhia de Desenvolvimento de Santa Catarina (Codesc) intensifica a fiscalização.

Chamados oficialmente de Equipamentos Eletrônicos Programados de Sorteio de Resultado Instantâneo (Eepsi), os caça-níqueis precisam ter o selo de fiscalização da Codesc e não podem ser usados por menores de 18 anos.

As apreensões dos equipamentos irregulares começaram na quinta-feira. Em Jaraguá do Sul, Norte do Estado, foram apreendidas 11 caça-níqueis. “Nesse caso, o inquérito policial já foi aberto pelo Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic)”, afirma o diretor de Loterias da Codesc, Aroldo Soster.

Segundo ele, a direção das Loterias – que assumiu em janeiro – está fazendo o levantamento de equipamentos nas ruas e em bares de todo o Estado.

Soster diz que são poucos os fiscais envolvidos na operação e evita dar números, embora garanta estar tentando parcerias com órgãos de segurança para percorrer todos os municípios catarinenses.

O diretor de Loterias afirma que em caso de delitos, a Polícia Civil vai trabalhar nos inquéritos. Também serão chamados policiais quando a fiscalização for impedida por algum comerciante, acrescenta.

Até ontem, o titular da Delegacia Geral da Polícia Civil, Lauro Cézar Braga, desconhecia qualquer operação. “Estou aguardando algum contato para poder acompanhar as blitze; sempre participamos”, destaca o delegado.

A operação é amparada na Lei 11.348/2000, que dispõe sobre loterias e jogos de diversão eletrônica em Santa Catarina. A Codesc arrecada atualmente de R$ 900 mil a R$ 1 milhão por mês. Estima que deixa de arrecadar com as 10 mil máquinas irregulares cerca de R$ 800 mil por mês. A operação de fiscalização se estende por tempo indeterminado. Os estabelecimentos que não atendem a lei podem ser multados, ter as máquinas apreendidas ou ainda serem descredenciados.

No Posto Macedo, localizado no Trevo do Erasmo, na SC-405, no Sul da Ilha de Santa Catarina, dois caça-níqueis atraem de 15 a 20 pessoas por dia. O gerente do posto Marcos de Oliveira garante que os equipamentos operam com selo da Codesc e crianças são impedidas de jogar.

A máquina funciona com moedas de R$ 0,25, mas os adeptos da diversão geralmente jogam muito mais que esse valor. Segundo o gerente, o máximo que uma máquina já pagou foram 400 moedas, o que equivale a R$ 100.
Site do Ministério Público do Estado de Santa Catarina

Comentar com o Facebook

Deixe uma resposta