B3 dá novo passo no mercado de previsões com contratos de IPCA e PIB

Apostas I 30.06.26

Por: Magno José

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B3 dá novo passo no mercado de previsões com contratos de IPCA e PIB
Novidade amplia leque de mercados de previsões para o público qualificado como parte da evolução para investidores de varejo

A B3 lançou nesta segunda-feira (29) dois novos contratos de eventos voltados ao mercado de previsões: um atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação, e outro ao Produto Interno Bruto (PIB), que mede a atividade econômica do país.

Os novos instrumentos, identificados pelos códigos PCA e PIB, foram autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para investidores profissionais, ou seja, aqueles com mais de R$ 10 milhões alocados em ativos financeiros ou com certificação técnica emitida pela autarquia. A informação foi publicada pelo Estadão.

A bolsa já havia dado um primeiro passo nesse segmento em abril, quando lançou contratos de eventos associados ao Ibovespa, ao dólar e ao bitcoin, também restritos ao público profissional. O objetivo da instituição, no entanto, é ampliar o acesso para o investidor pessoa física.

“Entendemos que essa limitação apenas a investidores profissionais gera uma restrição aos investidores pessoa física, que têm muito interesse nesse perfil de produto”, afirmou Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, em declaração feita no início de março.

Como funcionam os contratos

Embora guardem semelhanças com contratos de opções tradicionais, os contratos de eventos têm uma distinção importante: não permitem alavancagem. Com isso, o investidor não pode perder mais do que o valor aplicado, o que limita o risco tanto para compradores quanto para vendedores.

A negociação nos dois contratos ocorre por meio da probabilidade de ocorrência do evento, refletida no preço do contrato, que pode variar de R$ 0 a R$ 100. No contrato PCA, o posicionamento se dá em relação à variação mensal do IPCA. No contrato PIB, a referência é a variação trimestral da atividade econômica.

Contexto regulatório

Nos Estados Unidos, o mercado de previsões tem crescido com contratos sobre temas variados, de eleições a premiações como o Oscar. O segmento, porém, enfrenta disputas legais; estados americanos têm contestado as plataformas preditivas, argumentando que elas deveriam seguir as mesmas regras aplicáveis às empresas tradicionais de apostas esportivas.

No Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou, no fim de abril, uma resolução que proibiu o funcionamento de mercados preditivos para esportes, eleições e outros eventos reais. A medida, contudo, não afetou a B3, cujos contratos são classificados como instrumentos financeiros.

 

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