Brasileiros fazem 15,2 mi de apostas em bets reguladas no 1º tri de 2026

Apostas I 21.07.26

Por: Magno José

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SPA-MF lança consulta pública sobre destinação de recursos de apostas
Segundo reportagem do Metrópole, levantamento do Ministério da Fazenda aponta 15,1 milhões de CPFs únicos e R$ 7,6 bilhões em receita bruta no período

Cerca de 15,2 milhões de brasileiros realizaram apostas em casas de apostas esportivas (bets) reguladas entre janeiro e março de 2026. Os dados foram apurados com base em informações enviadas pelas operadoras ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP) da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF) e divulgados pela coluna Grande Angular do Metrópoles na manhã desta terça-feira (21). A reportagem do BNLData pediu a confirmação dos dados com a SPA-MF, mas ainda não obteve resposta.

O levantamento registrou exatamente 15.186.243 CPFs únicos com ao menos uma aposta no trimestre. Ao final de março, o mercado regulado contava com 97,9 milhões de contas ativas nas operadoras e 113,3 milhões de contas ativas nas marcas de apostas.

O total de contas inclui todos os cadastros ativos, independentemente da data de criação. A diferença entre o número de CPFs únicos e o volume de contas é explicada, em parte, pelo comportamento dos apostadores; 55,64% mantinham cadastro em duas ou mais plataformas autorizadas, conforme o relatório.

Perfil dos apostadores

O público masculino representava 68,01% dos apostadores cadastrados; o feminino, 31,99%. A faixa etária de 31 a 40 anos concentrava a maior parcela dos usuários, com 28,85% do total, segundo o Ministério da Fazenda. Os grupos de 25 a 30 anos (22,08%) e de até 24 anos (21,66%) ocupavam o segundo e o terceiro lugares, respectivamente.

Em relação ao número de operadoras por apostador, 44,36% mantinham conta em apenas uma plataforma. Outros 17,96% utilizavam duas; 9,89% estavam cadastrados em três; e 27,78% possuíam contas em quatro ou mais operadoras.

Receita e destinação dos recursos

O Gross Gaming Revenue (GGR), receita bruta gerada pelas operadoras no período, somou R$ 7,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, de acordo com os dados da SPA. Do total arrecadado, R$ 914 milhões foram destinados às finalidades previstas em lei.

O esporte recebeu a maior parcela desses repasses, com R$ 329,1 milhões. Em seguida aparecem turismo (R$ 256 milhões), segurança pública (R$ 124,3 milhões), educação (R$ 91,4 milhões), seguridade social (R$ 91,4 milhões) e saúde (R$ 9,1 milhões).

 

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