Caiado promete restringir publicidade de bets e rastrear dinheiro do setor

Apostas I 19.08.26

Por: Magno José

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Caiado promete restringir publicidade de bets e rastrear dinheiro do setor
Candidato do PSD defende uso do Coaf e Receita Federal para monitorar apostas e conter propaganda “exaustiva” no país (Foto: Reprodução)

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, prometeu nesta terça-feira (19/8) que, se eleito, vai agir para restringir a publicidade de bets e apostas esportivas no país. O ex-governador de Goiás defendeu o uso do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), vinculado ao Banco Central, e da Receita Federal para rastrear para onde vai o dinheiro movimentado pelo setor.

A declaração, registrada por O Globo, foi feita durante evento com candidatos à Presidência promovido por representantes do setor de serviços. Para os brasileiros que acompanham o debate sobre regulação das apostas eletrônicas, a posição de Caiado sinaliza que o tema seguirá na agenda presidencial independentemente de quem vencer o pleito.

O candidato do PSD detalhou suas intenções em uma fala durante o encontro: “Está dentro do meu plano as medidas iniciais que eu vou tomar contendo o processo de propaganda exaustiva, que está levando as pessoas a essa prática. Depois, (temos que) mostrar os danos que têm trazido à população e ao mesmo tempo termos todo um sistema do COAF e da Receita Federal para saber para onde está chegando o dinheiro.”

Questionado diretamente sobre se proibiria as apostas, Caiado evitou responder.

Regulação atual das bets

A legislação vigente já exige que a divulgação de sites de apostas eletrônicas seja acompanhada de advertências sobre os riscos de vício em jogos. Há também proibição de que transmissões esportivas induzam apostas específicas com base no placar da partida. Caiado propõe ir além dessas medidas com restrições à publicidade e monitoramento financeiro do setor.

Saída de marqueteiro e outros temas

No mesmo evento, Caiado comentou a saída do marqueteiro Paulo Vasconcelos de sua equipe. O profissional comunicou a decisão ao candidato no sábado (15/8), dias depois de ter informado o vice da chapa e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O episódio ocorreu após semanas em que Caiado intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto, movimento que contrariava a orientação de Vasconcelos.

O candidato negou divergências e atribuiu a saída ao acúmulo de compromissos do profissional. “O entendimento é que ele está fazendo também outras candidaturas e o Marcos (Carvalho, também da equipe de marketing de Caiado) está com dedicação exclusiva”, disse. Vasconcelos também conduz as campanhas de Douglas Ruas (PL) no Rio de Janeiro e de Mateus Simões (PSD) em Minas Gerais.

Caiado afirmou ainda que manterá o Bolsa Família como política de Estado, mas defendeu medidas para incentivar a saída das pessoas do programa. “O Bolsa Família sempre será mantido, isso não é política de candidato à presidência da República, é política de Estado. Agora, melhorando a educação, combatendo a criminalidade, o narcotráfico, o jovem vai querer se profissionalizar na sua área, vai querer concluir o seu ensino médio, vai querer fazer uma faculdade e ele vai ter renda e vai sair do círculo vicioso”, afirmou.

 

 

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