Caixa aporta R$ 160 mi no COB até 2028 em primeiro contrato do novo programa de patrocínio

Apostas I 20.05.26

Por: Magno José

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Caixa aporta R$ 160 mi no COB até 2028 em primeiro contrato do novo programa de patrocínio
O orçamento do COB para 2026 é de R$ 679 milhões. Deste total, R$ 475 milhões são previstos com os recursos vindos das loterias e outros R$ 115 milhões da lei de tributação das apostas de quota fixa (bets)

A Caixa Econômica Federal e a Tigre formalizaram os primeiros contratos do Programa Olímpico de Patrocínio (POP) do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Os acordos foram fechados em 2026. A estrutura permite que as patrocinadoras destinem 20% dos valores investidos diretamente para confederações esportivas.

A Caixa aportará R$ 40 milhões por ano no COB, sendo que uma parte dos recursos será distribuída às confederações pelo comitê. O contrato total com o banco soma R$ 160 milhões até 2028, conforme informações do VALOR. O valor do acordo com a Tigre não foi divulgado.

Das 38 confederações de esportes olímpicos associadas ao comitê brasileiro, 26 estão habilitadas a receber apoio pelo programa. Ficaram de fora as confederações com maior capacidade de captação: futebol (CBF), vôlei (CBV), judô (CBJ), basquete (CBB), ginástica artística (CBG), atletismo (CBAt) e tênis (CBT). Outras cinco – lacrosse, flag, beisebol, cricket e squash – não entraram no POP por serem estreantes no programa olímpico em Los Angeles, em 2028.

O programa replica a dinâmica dos patrocínios do Comitê Olímpico Internacional (COI), que distribui às entidades nacionais uma parcela dos recursos arrecadados com apoios de empresas como Coca-Cola, AB Inbev e Samsung. O presidente do COB, Marco Antônio La Porta, afirmou que “historicamente, o COB nunca repassou recursos privados para as confederações. Para as empresas, a vantagem é que as ativações de marcas podem ser feitas não apenas no COB, mas em todos os eventos de 26 confederações que estão aptas a participar desse modelo”.

Apenas os novos contratos puderam optar pelo Programa Olímpico de Patrocínio. Os acordos anteriores ao programa não entraram automaticamente no POP. Os contratos existentes poderão ser incluídos quando houver renovação das parcerias.

La Porta indicou que o crescimento da captação de recursos está direcionado ao setor privado. “O principal vetor de crescimento é na captação junto ao setor privado”, declarou.

A Caixa tornou-se patrocinadora master do Comitê Olímpico do Brasil em 2024. A instituição financeira mantém parcerias com o esporte olímpico e paralímpico brasileiro há mais de duas décadas. Os vínculos incluem a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) desde 2001, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) desde 2004 e a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) desde 2006.

Em nota, a Caixa disse que patrocina o esporte olímpico e paralímpico brasileiro há mais de duas décadas – com parcerias que incluem a CBAt (atletismo) desde 2001, o CPB (comitê paralímpico) desde 2004 e a CBG (ginástica) desde 2006. A entrada como patrocinadora master do Comitê Olímpico do Brasil em 2024 reforça, segundo o banco, o propósito de transformar a vida das pessoas via esporte.

Em nota, a Caixa afirmou que as entidades patrocinadas por meio do COB mantêm mais de 160 centros e núcleos de iniciação esportiva espalhados por todas as regiões do Brasil, “promovendo cidadania, convivência comunitária e acesso democrático à prática esportiva”. Acrescentou que o contrato com o COB totaliza R$ 160 milhões para o ciclo olímpico até 2028. A Caixa terá 20% dos recursos que repassa ao comitê serem divididos por 26 confederações. “O objetivo é fortalecer o ecossistema esportivo de forma estruturante, promovendo uma rede integrada de apoio – da base ao alto rendimento – e contribuindo para a sustentabilidade financeira do esporte olímpico brasileiro”, declarou a instituição.

A Tigre optou por apoiar, além do COB, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) e a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa). Klecios Souza, diretor executivo de negócios Brasil do Grupo Tigre, afirmou que o apoio da empresa parte da conexão de valores entre o universo dos esportes de alto rendimento e a companhia. “Entendemos que a água é um elemento indispensável para o esporte: não existe treino, preparação ou competição sem ela. Como uma empresa cujo propósito é cuidar da água para transformar a vida das pessoas, vemos no esporte uma plataforma legítima para reforçar esse compromisso, ao mesmo tempo em que contribuímos para o desenvolvimento do esporte no país”, disse Souza.

O orçamento do COB para 2026 é de R$ 679 milhões. Deste total, R$ 475 milhões são previstos com os recursos vindos das loterias e outros R$ 115 milhões da lei de tributação das bets. Os recursos privados aparecem com R$ 71 milhões, o dinheiro vindo do COI soma R$ 5 milhões, a Lei de Incentivo ao Esporte contribui com R$ 10 milhões e outros convênios somam R$ 3 milhões.

 

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