Câmara de NY investiga Polymarket por marketing predatório a jovens investidores

Apostas I 13.08.26

Por: Elaine Silva

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Pesquisa identifica 25% de negociações fictícias na Polymarket e revela padrões suspeitos em 14% das carteiras
Plataformas como a Polymarket permitem que usuários façam apostas em contratos de eventos sobre política, esportes e entretenimento

A Câmara Municipal de Nova York abriu uma investigação sobre práticas de marketing da Polymarket, principal plataforma de mercados preditivos dos Estados Unidos. A iniciativa parte da presidente da Casa, Julie Menin, que acusou a startup e outras empresas do setor de explorar jovens investidores com estratégias de publicidade predatórias.

A acusação foi formalizada em carta enviada ao presidente-executivo da Polymarket, Shayne Coplan, com data de terça-feira (11/8). O documento também menciona outras plataformas do setor, como Kalshi, Coinbase e Gemini Titan, em relação às mesmas alegações de marketing direcionado a usuários jovens.

Segundo a carta, a Polymarket teria pagado influenciadores digitais sem divulgar esse vínculo comercial, produzido vídeos com negociações fictícias em sites criados para imitar sua plataforma, apresentado apostas perdidas como vencedoras e incentivado o uso de informações privilegiadas. O documento cita reportagens da imprensa como base para as alegações e afirma que a empresa teria atuado com agentes de marketing e influenciadores de redes sociais para atingir jovens adultos e, potencialmente, menores de idade com publicidade falsa e enganosa.

Modelo de negócios sob escrutínio

Plataformas como a Polymarket permitem que usuários façam apostas em contratos de eventos sobre política, esportes e entretenimento. O setor cresceu de forma acelerada nos últimos anos e conquistou uma ampla base de participantes. Críticos, no entanto, argumentam que essas plataformas funcionam essencialmente como jogos de azar e carregam riscos associados ao uso de informações privilegiadas e a comportamentos de dependência.

A investigação da Câmara Municipal pode representar um teste para a Polymarket e outras plataformas preditivas, que vêm defendendo seu modelo de negócios diante de reguladores estaduais que contestam contratos de eventos, incluindo os ligados a esportes.

A Polymarket é regulada pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC). No início de 2026, a CFTC ingressou com uma ação contra o estado de Nova York, alegando que ele usurpou a autoridade federal ao processar empresas de mercados preditivos com base em leis de jogos de azar.

Em resposta à investigação, um porta-voz da Polymarket declarou em comunicado enviado à Reuters que a empresa está “ansiosa para dialogar com a Câmara Municipal de Nova York sobre esse assunto”. A Câmara concedeu à Polymarket um prazo de 14 dias úteis para responder a perguntas sobre o uso de redes sociais, influenciadores e criadores de conteúdo em suas campanhas de marketing.

 


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