Deputados querem liberar jogo em hospitais e igrejas

Destaque I 23.02.22

Por: Elaine Silva

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"Liberação dos jogos de azar no Brasil só ajuda gringo", diz deputado
Segundo Fausto Pinato, do PP, objetivo é garantir que instituições filantrópicas também possam arrecadar fundos com essas atividades

Um grupo de 14 deputados apresentou hoje uma proposta para mudar alguns pontos do projeto de lei que legaliza jogos de azar no país. Os parlamentares sugerem, entre outras alterações, liberar hospitais, entidades filantrópicas e igrejas a realizar essas atividades, sem qualquer tipo de punição.

“Os sorteios, jogos e bingos realizados por entidades filantrópicas, religiosas e por Santas Casas que tenham por objetivo angariar recursos, exclusivamente para manutenção de suas atividades sociais e filantrópicas, não se sujeitarão ao disposto nesta lei”, diz o texto de autoria de Fausto Pinato, do PP — mesmo partido do presidente da Câmara, Arthur Lira, que defende a legalização de jogos de azar.

Pinato argumentou que a proposta é uma maneira de garantir a isonomia entre empresários que atuam neste segmento, além também de ser uma tentativa de impedir que esses negócios sejam gerido somente por multinacionais.

“Nosso objetivo é igualar as modalidades de jogos com base no principio da isonomia. Outra preocupação deste parlamentar é que possamos dar oportunidade para que os empresários brasileiros possam explorar essa modalidade de negócio, criando mecanismos de proteção e evitar a fuga de capital.”

Os deputados André Fufuca (MA), líder do PP na Casa; Marcelo Moraes (RS), líder do bloco PSC e PTB; Hildo Rocha (MA), líder do MDB; Lucas Vergilio (GO), líder do Solidariedade; Pompeo de Mattos (RS), vice-líder do PDT; Geninho Zuliani (SP), vice-líder do DEM; Leda Sadala (AP), vice-líder do Avante, apoiam a iniciativa. A lista inclui também a deputada Renata Abreu (presidente do Podemos) e Hugo Motta (Republicanos).

Como mostramos, após reunião de líderes, Arthur Lira decidiu adiar para amanhã a votação do projeto de lei. A proposta também abre a possibilidade de os estados explorarem jogos lotéricos. (O Antagonista)

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