ESPECIAL: Las Vegas: Os próximos 100 anos
FOSFORESCENTE COMO NUNCA, Las Vegas comemora seus 100 anos com surpresas mesmo para o mais sofisticado dos viajantes. O luxuoso Wynn Resort abriu suas portas em abril instalando um campo de golfe na Strip (como é conhecido o cartão-postal local, o Las Vegas Boulevard). Um mês antes, a revista americana “Bon Appétit”, do grupo Condé Nast, incluiu cinco restaurantes da cidade entre os 50 tops dos Estados Unidos. Pudera, no alto do Thehotel, no Mandalay Bay, por exemplo, o descolado Mix serve pratos assinados por ninguém menos que Alain Ducasse. O hotel, aliás, fica na Strip e não tem cassino. O jogo segue forte como o sol no deserto, mas agora disputa a atenção do visitante com atrações de peso. Dê uma olhada: roleta ou shows do Cirque du Soleil? Pôquer ou spas de primeira categoria? Caça-níqueis ou exposições de arte?… Como escolher? Faça tudo!
Ébom avisar, entretanto, que “fazer tudo” é uma missão impossível em Las Vegas, a menos que o forasteiro considere fincar bandeira no coração do deserto. A fama de Cidade do Pecado e escapada de férias para adultos é merecida. Não à toa, o Las Vegas Convention & Visitors Authority criou em 2003 a campanha “O que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas”. A idéia é basicamente essa: um imenso parque de diversões para maiores, onde (quase) tudo é permitido. Vinte e quatro horas por dia de festas, lounges, espetáculos, gente bonita — esqueça a imagem de uma colônia de jogadores de cabeça branquinha gastando até a bengala nas máquinas e mesas dos cassinos — boa gastronomia e hotéis indescritíveis para os crescidos se esbaldarem.
Para uma centenária, Miss Vegas exibe invejável jovialidade. A cidade passou por uma transformação na última década e é como se na Strip desfilasse uma coleção de alta-costura do entretenimento. A multiplicação dos alvos — a mosca são os cassinos com uma receita anual de US$ 6,1 bilhões — parece ter agradado em cheio aos turistas. O destino bateu o recorde de 37,4 milhões de visitantes em 2004 e pretende chegar a 43 milhões até 2009. A oferta hoteleira cresceu em 1.813 quartos e a ocupação, como de hábito, manteve-se acima dos 90%. Bugsy Siegel jamais teria sonhado tão alto.
Batalha de piratas, montanhas-russas, tigres e vulcão em erupção na Strip
A NOVA CARA de Las Vegas, sofisticada e sempre luminosa, não exclui de forma alguma atrações já tradicionais e que tornam a temporada na cidade inesquecível. A seleção vale para quem já conhece o lugar e para os que chegam pela primeira vez.
O melhor é que o turista pode montar um roteiro divertidíssimo de programas gratuitos, o que inclui as apresentações das fontes dançantes do Bellagio, que acontecem durante o dia e a noite. O melhor é assistir às duas, pois as luzes fazem a diferença no show. Quase ali ao lado, o espetáculo das sereias do Treasure Island é outro clássico. Um embate entre piratas e sereias, com direito a uma nau completa e efeitos de som e luz, cobre a calçada do hotel com um mar de espectadores.
Na mesma noite, o visitante pode assistir a um vulcão em erupção no Mirage, que cospe fogo e derrama lava em shows diários desde sua inauguração, em 1989. Em meados do ano que vem, o hotel promete um espetáculo ainda mais feroz: “As explosões irão espirrar mais longe e a lava parecerá mais quente”, diz o anúncio.
No Mirage, além do vulcão, vale a pena visitar o Siegfried & Roy’s Secret Garden & Dolphin habitat. Lá estão os tigres brancos, panteras e leopardos que participavam dos shows da dupla de famosos mágicos. A performance acabou cancelada depois que, há cerca de dois anos, Roy foi atacado por um dos animais. Ele se recuperou e os raríssimos bichanos ganharam paz. Já o Dolphin Habitat cobre uma área com quatro piscinas e uma barreira artificial de corais — alguma coisa em Las Vegas ainda surpreende? — com uma família de golfinhos. A visita sai a US$ 15. Vale dar um pulinho na recepção para apreciar o aquário natural com um imenso arrecife.
Passando dos peixes fofos para os amedrontadores, siga para a Shark Reef, a barreira dos tubarões, no Mandalay Bay. O aquário tem dois mil animais aquáticos tropicais, a maioria da categoria estranhos-e-perigosos. Para encerrar o roteiro Las Vegas-é-um-zoológico, o MGM mantém uma área com leões (símbolo da Metro) dentro de seu cassino. É uma espécie de jaula de vidro com um túnel transparente através do qual as pessoas passam por baixo das feras. Os filhotes ficam a postos para fotos concorridas.
Os mais românticos podem subir a Torre Eiffel e fazer uma refeição a dois no restaurante do símbolo da Cidade Luz. Para os que preferem um programa com emoção, o Circus Circus tem simplesmente o maior parque indoor do país, com 21 montanhas-russas e outras atrações, além das divertidas performances circenses na área do cassino.
O New York-New York é outro com uma montanha-russa enlouquecida, a Manhattan Express, na área do Coney Island Emporium, um parque bem ao estilo dos que existiam no início do século passado. Mas o rei absoluto quanto o assunto é programa radical é mesmo o Stratosphere. A nova Insanity veio complementar a já diversificada oferta de viagens em alta velocidade, como a X Scream e a Big Shot.
E há uma outra rua que também é atração turística em Las Vegas, mas no centro da cidade, a Fremont Street Experience. Foi lá, na realidade, que Las Vegas nasceu. A área preservada cobre quatro quarteirões com ícones como o Golden Gate Hotel, o primeiro da cidade, aberto em 1906. Ali há néons, luzes, baldinhos de moedas e tudo de mais típico que seu imaginário associe à Cidade do Pecado. No entanto, o que realmente impressiona é a apresentação de som e luz projetada no gigantesco telão que cobre a rua.
Para ir de um grupo de hotéis a outro, o trem que liga o Bellagio ao Monte Carlo é um ótimo corta caminho. Do outro lado da Strip, o monorail, inaugurado ano passado, segue do MGM Grand ao Sahara. Para a área do Mandalay Bay, entretanto, o melhor é ir de ônibus ou de táxi. Há sempre uma fila organizada — exatamente como as dos parques de diversões — na porta de cada hotel. No mais, é caminhar muito e ter sempre uns band-aids amigos dentro da bolsa. Ah, e bastante moedas para tentar a sorte!
Restaurantes com chefs renomados, do francês ao japonês
BUFÊ A US$ 3,99? Já era… A gastronomia ganhou status de atração turística em Las Vegas. Três restaurantes estão na categoria cinco diamantes do AAA (entidade que classifica hotéis e restaurantes americanos): Le Cirque e Picasso, no Bellagio, e Renoir, no Mirage. O paladar agora é assunto seriíssimo em Las Vegas. Pelo ranking da revista americana “Bon Apétit”, as cinco melhores cidades dos Estados Unidos quando o assunto são os prazeres da mesa são Atlanta, Boston, Chicago, Houston e Las Vegas, à frente de outras já famosas pela boa mesa, como Nova York.
A revista aponta cinco opções para quem está na cidade do jogo. O primeiro é o Michael Mina, no Bellagio, e seu irresistível parfait de caviar com salmão defumado e creme fresco. O Mesa Grill Las Vegas, no Caesars Palace, aberto há um ano, segue a linha do restaurante de mesmo nome em Nova York e o destaque é o filé mignon temperado. O Shibuya, no MGM Grand, oferece excelentes drinques. Outro top é o Fleur de Lys, no Mandalay Bay, onde vale provar o salmão-rei do Alasca com cuscuz de couve-flor. Há ainda o Simon Kitchen & Bar, no Hard Rock, e sua torta-pudim quente de chocolate.
Os cinco ficam como sugestão para o circuito gastronômico em Las Vegas que deve incluir ainda o Sensi, no Bellagio, e os novos Alex (com o chef Alessandro Stratta, em ambiente de Riviera francesa) e Okada (japonês), do Wynn, sem esquecer o Mix, que leva a assinatura do chef Alain Ducasse, no Thehotel/Mandalay. No 64 andar, tem uma vista privilegiada da Strip. A decoração contemporânea já valeria uma ida até o salão com mesas envoltas por um imenso móbile de bolhas de vidro. O cardápio tem pratos como lagosta grelhada ao curry com arroz de bastami e coco.
Mas, atenção: é bom se programar para cumprir a agenda gastronômica, principalmente à noite, hora de assistir aos maravilhosos espetáculos em cartaz na cidade e de aproveitar o que há de mais hype em Las Vegas hoje, os lounges. O Mix tem um bárbaro, que aparece na abertura desta reportagem. Outro bacana é o Tabú, no MGM Grand, cujas mesas têm telas com imagens que mudam conforme o toque.
O Mirage tem várias inaugurações previstas para este ano. entre elas a do Jet Nightclub, em dezembro, além do sofisticado Fin, com o chef Chi Choi, em novembro, e o Japonais, de Miae Lim e Rick Wahlstedt, que substituirá o Mikado. Em 2006, abre o lounge Ava. O Wynn trouxe duas novas opções à cidade: o lounge Lure e a boate La Bête, que será fechada para remodelação, voltando a funcionar no final do ano.
Outra garantia de programa badalado é o Caesars Palace, com o Pure, boate inaugurada graças a uma parceria entre Celine Dion, Shaquille O’Neal, Andre Agassi e Steffi Graf. A decoração inclui camas enormes e três bares. Já o Pussycat Dolls Lounge tem ambiente de cabaré inspirado no grupo de dança homônimo que surgiu em Vegas. O Vivid é a novidade no Venetian, na pista desde o início do ano.
O Tangerine, em Treasure Island, tem meninas dançando sobre o balcão como a Sol, personagem de Deborah Secco em “América”. O Forty Deuce, no Mandalay Bay, também conta com apresentação de dança. Difícil escolher…
Insanidade, circo, shows e musicais
LAS VEGAS é tão incrível que a chegada dos Beatles está confirmado para 2006. Os rapazes de Liverpool serão tema do mais novo (e quinto!) espetáculo do Cirque du Soleil na cidade. Os outros quatro shows do grupo canadense são sucesso absoluto de público: “O”, no Bellagio; “Zumanity”, no New York-New York; “Mystère”, em Treasure Island, e “Kà”, no MGM Grand. Assistir aos grandes espetáculos noturnos é obrigatório. Mês passada, na entrada para o “O”, uma turista brasileira se surpreendeu ao ver uma noiva na fila e perguntou à moça se ela estava no lugar certo. Estava… De vestido branco e tudo!
O Wynn trouxe “Le rêve”, produzido por Franco Dragone, o mesmo que assina “O”. O resort abre este mês a temporada de “Avenue Q”, produção da Broadway premiada com o Tony de melhor musical em 2004. E “Monty Python’s Spamalot” estréia em 2007. “Mamma Mia!” arrasta multidões ao Mandalay Bay, “Hairspray” chega ao Luxor no final do ano e “O fantasma da ópera”, ao Venetian, em 2006.
O Blue Man Group está no Luxor. Celine Dion e Elton John se apresentam no Colosseum, no Caesars Palace, até 2007. Na linha relembrar é viver, vale o “We will rock you”, um tributo ao Queen, no Paris. Ou o show de Barry Manilow, no Hilton. Ah, claro! E os espetáculos com mulheres maravilhosas, como o “La femme”, no MGM Grand, ou o “Les folies bergère”, no Tropicana.
Show de coragem é experimentar a nova atração do Stratosphere, a Insanity, no topo da torre de observação do hotel, a mais alta dos EUA. A 276m do chão, a brincadeira é girar a 60km/h num ângulo de 70 graus. Uma insanidade…
Campo de golfe, galerias de arte e até opções de hospedagem sem cassino
É DIVERTIDÍSSIMO pousar no Aeroporto Internacional McCarran — a pista é quase uma via paralela à Strip de Las Vegas — com vista para a torre dourada do Mandalay Bay, a pirâmide do Luxor e outros arranha-céus da mais famosa rua da cidade que prospera em meio ao deserto de Nevada. O terminal de passageiros é repleto de caça-níqueis, com gente pegando a mala na esteira já com uma cervejinha na mão…
O visitante percebe que o que está por vir supera em muito o que sua imaginação havia pintado de Las Vegas. Tudo é imenso e, por incrível que possa parecer, a temporada será aproveitada em hotéis. É como se cada um deles fosse uma área temática diferente de um parque de diversões, numa estranha vizinhança onde Veneza fica em frente a um navio pirata e a Torre Eiffel tem vista para Manhattan.
Nos hotéis, os cassinos são incontornáveis. Segundo o Las Vegas Convention & Visitors Authority, 87% dos turistas que chegam à cidade jogam durante a visita, passando em média quatro horas por dia entre fichas, cartas e moedas. Las Vegas tem hoje 131,5 mil quartos de hotel e, até 2009, ganhará outros 24 mil. O Mirage, resort aberto em 1989 por Steve Wynn, é o grande marco da mudança no conceito de diversão e hospedagem na cidade. Atualmente, pertence ao grupo MGM Mirage, que administra 24 hotéis.
O Wynn Las Vegas, aberto em abril, foi o primeiro megaresort inaugurado desde 2000. O mais novo projeto de Steve Wynn — responsável pela criação dos grandes resorts da Strip, como o sofisticado Bellagio — tem 2.700 apartamentos e é o mais caro cassino construído no mundo, tendo consumido US$ 2,7 bilhões. A nova torre do Las Vegas Boulevard tem uma lista de extravagâncias, além do cassino, como um campo de golfe de 18 buracos e uma montanha de mais de 40 metros de altura com quedas d’água erguida para cobrir parte da fachada.
Um dos destaques do Wynn é o Lago dos Sonhos, teatro ao ar livre com espelho d’água onde acontece um espetáculo multimídia de som e luz. Outra atração é a loja autorizada da Ferrari Maserati, Penske Wynn. O salão de exposição das máquinas maravilhosas tem sempre fila na porta. Reserve tempo para a galeria de arte que reúne obras da coleção particular do casal Wynn. A exposição conta com telas de artistas europeus e americanos dos séculos XVII a XX, como Vermeer, Monet e Gauguin. Não à toa, a decoração dos apartamentos do hotel tem gravuras de Matisse, Picasso e Andy Warhol.
Há outras duas boas pedidas culturais. Uma é a galeria de belas-artes do Bellagio, onde até janeiro o visitante pode apreciar a exposição “The impressionist landscape from Corot to Van Gogh” (“A paisagem impressionista”, de Corot a Van Gogh), com telas de mestres da pintura francesa do século XIX. Ninguém vai a Las Vegas para ver arte? Há duas semanas, a galeria fechou por uma noite para um evento privado e o pessoal que deu de nariz na porta reclamou. Eles podem ter decidido ir ao Guggenheim Hermitage, com exposições de obras da coleção da Fundação Guggenheim e do museu russo Hermitage, que tem em cartaz “The majesty of the tsars: treasures from the Kremlin museum” (“A majestade dos czares: tesouros do museu do Kremlin”).
Depois, para voltar ao ambiente de Las Vegas, aproveite que já está no Venetian para esticar no Madame Tussauds. No museu de cera, pode-se arriscar uma partida de pôquer com Ben Affleck ou um casamento com George Clooney. Falando em casório, duvi-de-o-dó que alguém saiba qual a data mais procurada para a cerimônia do sim. De acordo com uma pesquisa do grupo MGM Mirage, é o dia que corresponde ao número do mês: 3 de março (3/3), 4 de abril (4/4)… Por quê? Fica mais fácil para o noivo lembrar a data, dizem as noivas.
Para se divertir na Strip, basta escolher um tema. Água, por exemplo. As fontes do Bellagio dançam ao som de música clássica, ópera ou hits modernos. No ritmo de “All that jazz”, ganham curvas quase sensuais. Espetáculo grátis e disputado. Mais água? Conheça a praia do Mandalay Bay, uma piscina de ondas com areia ao redor. O hotel abriu uma área reservada VIP chamada Moorea, com acesso restrito a maiores de 21 anos e liberado para topless.
E agora o turista pode se hospedar em plena Strip, colado aos melhores cassinos, sem ter um em seu hotel. O Four Seasons e o Thehotel, anexo ao Mandalay, são excelentes opções. Este, comparado a gigantes como o MGM Grande, com mais de cinco mil quartos, é quase uma pousada, com apenas 1.117. Visite a Bathhouse, o spa-casa de banho. Os spas do Mandalay, do Bellagio e do Wynn são outras opções.
A diversão promete ser cada vez maior. Para 2006, estão previstos mais 14 hotéis e apart-hotéis na cidade, com um total de 2.106 quartos e 2.275 apartamentos. O Aladdin Resort & Casino fechou uma parceria com o Planet Hollywood e terá o primeiro hotel da marca em 2007, quando abrem ainda o Palazzo e o Encore, este um outro empreendimento de Steve Wynn. Em 2008, vêm o CityCenter, complexo com lojas, hotel-cassino e hotéis-butique, e um empreendimento de Donald Trump, um hotel e condomínio de luxo anexo ao New Frontier, ambos na Strip. Além do Las Ramblas, de George Clooney e Rande Gerber, fora da rua principal
Do suvenir à grife de luxo
VENETIAN: as lojas ficam ao redor de canais com gondoleiros
Arriscar um mínimo em jogo pode valer mais que diversão. Em caso de lucro, o visitante tem a opção de reinvestir os dividendos em comprinhas. Além dos shoppings, cada hotel está recheado de lojas de todos os tipos, dos suvenires às grifes de luxo. As escolhas mais requintadas são o Via Bellagio, leia-se Giorgio Armani, Fendi, Prada e outros do mesmo fio. E a Esplanada, no Wynn, com Cartier, Chanel, Louis Vuitton… E lojas com a grife Wynn, como a Wynn LVNV, com acessórios para a casa.
The Forum Shops at Caesars, no Caesars Palace, e o The Grand Canal Shoppes, no Venetian, também são escolhas acertadas. Ambos têm tetos que reproduzem o céu num constante ciclo de anoitecer e amanhecer. Não deixe de entrar na loja de Elton John, no Caesars, e de fotografar as gôndolas do Venetian. Outro com lojas mais descontraídas e preços mais acessíveis, como GAP e The Body Shop, é o Desert Passage, no Aladdin. O Showcase Mall, ao lado do MGM Grand, é endereço das lojas dos chocolates M&Ms e da Coca-Cola.
O shopping mais completo e moderno é o Fashion Show, entre o Treasure Island e o Wynn, com grandes redes como Saks Fifth Avenue e Nordstrom. Agora, se a idéia é ir à forra, siga para um outlet como o Las Vegas Premium, onde há artigos de marcas como Puma e Polo Ralph Lauren por bagatelas.
Passado de Las Vegas
1925: Criação de Las Vegas.
1931: O jogo é legalizado.
1946: Inauguração do Flamingo, de Bugsy Siegel.
1975: A receita do jogo no estado chega a US$ 1 bilhão.
1989: Abertura do Mirage.
1993: Inauguração dos hotéis Excalibur, Luxor, Treasure Island e MGM Grand.
1995: Abre a Fremont Street Experience. Receita do jogo passa de US$ 7,3 bilhões.
1996: A Stratosphere Tower e obras de US$ 13 milhões revitalizam a Strip.
1997: Abrem o hotel New York-New York e o Forum Shops at Caesars.
1998: Hotel Bellagio e expansão do aeroporto.
1999: Mandalay Bay, Four Seasons, Venetian e Paris.
2003: Thehotel. Um jovem ganha prêmio de US$ 39,7 milhões num caça-níquel.
2004: Monorail liga o MGM Grand ao Sahara, na outra extremidade da Strip.
2005: Abertura do Wynn.
Futuro de Las Vegas
2005: Centenário de Las Vegas. Neste segundo semestre, estréiam o musical “Avenue Q”, no Wynn, e “Hairspray”, no Luxor.
2006: Entra em cartaz no Mirage o quinto espetáculo do Cirque du Soleil na cidade, sobre os Beatles. “O fantasma da ópera” estréia no Venetian. Inauguração dos hotéis Hooters, Red Rock e Conrad Las Vegas.
2007: “Monty Python’s Spamalot”, outro sucesso da Broadway, entra em cartaz no Wynn. Abertura do Palazzo, com 3.020 quartos, e do Planet Hollywood (anexo ao novo Aladdin, de 2000).
2008: Inauguração do Encore, de Steve Wynn, com 2.000 quartos, e do Trump International Hotel & Tower, sem cassino, ambos na Strip. Abertura do Las Ramblas, com um hotel de 300 quartos e um apart-hotel de 556 unidades. O ator George Clooney é um dos investidores.
2009: Primeira fase do CityCenter, projeto do grupo MGM Mirage na Strip, entre o Monte Carlo e o Bellagio. Está previsto para 2012, com um hotel de 4.000 quartos, três hotéis de 1.200 quartos e um apart-hotel com 1.650 unidades.
Como planejar sua viagem
COMO CHEGAR
De avião: A passagem Rio-Las Vegas, de ida e volta, custa a partir de US$ 1.208 com a American, com conexão em São Paulo e em Dallas; de US$ 1.035 com a United, com escala em São Paulo e conexão em Washington; de US$ 1.228 com a Continental, com escala em São Paulo e conexão em Houston; de US$ 1.198 com a Delta, com conexão em São Paulo e em Atlanta; de US$ 1.161 com a Varig, com escala em São Paulo e conexão em Los Angeles.
Em Las Vegas: Há ônibus rodando pela Strip 24 horas por dia e a passagem custa US$ 2. O Monorail, que vai do MGM Grand ao Sahara, funciona diariamente, das 7h às 2h. O bilhete simples custa US$ 3.
ONDE FICAR
Wynn: Diárias a partir de US$ 200. 3.131 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 770-7000.
Caesars Palace: Diárias a partir de US$ 175. 3.570 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 731-7110.
Mandalay Bay e Thehotel: Diárias a partir de US$ 109,95 no Mandalay e de US$ 169,95 no Thehotel. 3.950 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 632-7777.
Bellagio: Diárias a partir de US$ 159. 3.600 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 693-7111.
Venetian: Diárias a partir de US$ 149. 3.355 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 414-1000.
Paris: Diárias a partir de US$ 129. 3.655 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 946-7000. Mirage: Diárias a partir de US$ 109. 3.400 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 791-7111.
MGM Grand: Diárias a partir de US$ 89. 3.799 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 891-1111.
New York-New York: Diárias a partir de US$ 79. 3.790 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 740-6969.
PASSEIOS
Águas dançantes: As fontes do Bellagio tem apresentações de segunda a sexta-feira, das 15h às 20h, a cada 30 minutos, e das 20h à meia-noite, a cada 15 minutos, e sábado e domingo, das 12h às 20h, a cada 30 minutos, e das 20h à meia-noite, a cada 15 minutos. Grátis.
Vulcão: O vulcão do Mirage tem erupções diárias, a cada 30 minutos, das 19h à meia-noite. Grátis. Tel. (702) 791-1111.
Sereias: O “The sirens of Treasure Island” tem apresentações todas as noites na entrada principal do hotel, às 19h, às 20h30m, às 22h e às 23h30m. Grátis. Tel. (702) 894-7111.
Siegfried & Roy’s Secret Garden e Dolphin Habitat: No Mirage, abre diariamente, das 10h às 19h. Ingresso a US$ 15.
Tubarões: No Mandalay Bay, abre diariamente, das 10h às 23h. Ingresso a US$ 15,95.
Stratosphere: O ingresso para subir a torre custa US$ 6 e para andar na Insanity, US$ 8. Há uma tarifa promocional incluindo os dois ingressos por US$ 15,95.
SHOWS
Cirque du Soleil: “Zumanity” , no New York-New York, de sexta a terça-feira, às 19h30m e às 22h30m, a partir de US$ 65. Tel. (702) 740-6815. “O”, no Bellagio, de quarta-feira a domingo, às 19h30m e às 22h30m, a partir de US$ 99. Tel. (702) 796-9999. “Kà”, no MGM Grand, de sexta a terça-feira, a partir de US$ 99. Tel. (702) 796-9999. “Mystère”, no Treasure Island, de quarta-feira a sábado, às 19h30m e às 22h30m, e domingo, às 16h30m e às 19h30m, a partir de US$ 60. Tel. (702) 796-9999.
Le Rêve: No Wynn, de domingo a quinta-feira, às 19h30m, e sábado, às 19h30m e às 22h30m. A partir do dia 29, não haverá apresentações quinta e sexta-feira, nos demais dias sempre em dois horários, a US$ 110. Tel. (702) 770-9966.
Mamma Mia: No Mandalay Bay, de segunda a quinta-feira e domingo, às 19h, sábado, às 18h e às 22h, a partir de US$ 45.
Avenue Q: No Wynn, de terça-feira a sábado, às 18h30m e às 22h, a partir de US$ 88. Tel. (702) 770-9966.
EXPOSIÇÕES
Galeria de Belas-artes do Bellagio: Abre diariamente, das 9h às 22h. Ingresso a US$ 15. Tel. (702) 693-7871.
The Gallery: A galeria do Wynn abre de domingo a quinta-feira, das 10h às 23h, e sexta e sábado, das 10h à meia-noite. Ingresso a US$ 15.
Guggenheim Hermitage Las Vegas: No Venetian, abre diariamente, das 9h30m às 20h30m. Ingresso a US$ 19,50.
Madame Tussauds: No Venetian, abre diariamente, das 10h às 23h, a US$ 22,95. Tel. (702) 862-7800.
ONDE COMPRAR
Fashion Show: É o maior e mais sofisticado shopping da Strip, com 250 lojas, incluindo Neiman Marcus, Macy’s e Nordstrom. 3.200 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 369-0704.
The Boulevard Mall: A poucos minutos da Strip, tem lojas de departamento com preços mais em conta, como Sears e JCPenney. 3.528 Maryland Parkway. Tel. (702) 732-8949.
Showcase Mall: Vizinho do MGM Grand. 3.769 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 597-3122.
Las Vegas Premium Outlets: Tem 120 lojas de grifes como Armani Exchange e Puma com preços reduzidos. 875 S. Grand Central Parkway. Tel. (702) 474-7500. .
Desert Passage: É o shopping do Aladdin, com lojas mais acessíveis como GAP e The Body Shop. 3.663 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 866-0710.
The Forum Shops at Caesars: 3.500 Las Vegas Boulevard South. Tel. (702) 893-4800. www.forumshops.comGLAUCE CAVALCANTI viajou a convite da rede Virtuoso, com apoio do Las Vegas CVA (O Globo – Boa Viagem – Glauce Cavalcanti)


