Especialistas pedem fim da proibição dos jogos de azar na China.
Economistas e especialistas em jogos de azar se reuniram durante uma semana em uma conferência realizada em Pequim e Macau, onde foi evidenciado que a China está perdendo muito dinheiro por causa da proibição em vigor desde 1949.
"Na economia de mercado, temos de enfrentar a realidade do setor dos jogos de apostas e analisar o assunto sob outra perspectiva", disse nas conferências o chefe de pesquisas do Ministério das Finanças da China, Jia Kang.
Wang Zengxian, professor da Universidade de Pequim, destacou que muitos países que cercam a China, e até um de seus territórios especiais, Macau, permitem o jogo, por isso os turistas chineses deixam grandes quantias de dinheiro jogando quando vão a turismo.
"Os chineses gastam 72 bilhões de dólares em cassinos e corridas de cavalos fora da China, o que tem um efeito negativo para a economia e o bem-estar público", disse o especialista em declarações ao serviço oficial de notícias China News.
Além disso, a proibição teve como conseqüência o surgimento de redes de apostas ilegais em regiões turísticas do sul da China, principalmente nas províncias de Hainan, Cantão e Yunnan.
Wang acrescentou que se Pequim legalizasse as apostas poderia controlar o setor e redistribuir os ganhos na sociedade chinesa, onde por enquanto só são permitidas loterias com prêmios bem modestos, de posse integral do Estado.
As casas de apostas (dados, mahjong, roleta etc) eram populares na China no início do século XX, mas foram fechadas e proibidas com a chegada do comunismo, que considerava essas atividades uma marca da sociedade burguesa.
A imprensa independente destacou hoje que os mesmos políticos comunistas que proíbem o jogo costumam ser os principais clientes dos cassinos de Macau (a "Monte Carlo chinesa"), algumas vezes apostando dinheiro dos cofres públicos.
Último Segundo – Agência EFE


