Estoril Sol considera “algo surpreendente” o fechamento do jogo em Lisboa

Cassino I 15.06.21

Por: Magno José

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A Estoril Sol considerou hoje “algo surpreendente” a decisão do Governo de encerrar a atividade de jogo em Lisboa devido à situação pandêmica, quando foi decidido que o concelho “se manteria na mesma fase de desconfinamento”

Em comunicado, a Estoril Sol diz ter fechado, na passada sexta-feira (11), o Casino de Lisboa -“cumprindo a recente resolução do Conselho de Ministros, realizado na passada quarta-feira” –, mas considera a decisão “algo surpreendente, uma vez que foi decidido que o concelho de Lisboa se manteria na mesma fase de desconfinamento, não havendo nenhum retrocesso no programa delineado pelo Governo”.

“Com efeito, ao contrário da maioria das empresas que mantém o funcionamento das suas atividades, a Estoril Sol vê-se obrigada a encerrar o Casino Lisboa, não obstante cumprir um rigoroso protocolo que inclui todas as normas e recomendações da Direção Geral da Saúde (DGS) e que se tem distinguido pela máxima proteção da saúde, segurança e bem-estar de todos os seus clientes e colaboradores”, sustenta.

Segundo salienta, os cassinos da Estoril Sol “foram distinguidos com o certificado ‘Clean & Safe’ do Turismo de Portugal”, tendo ainda os cassinos Estoril e de Lisboa aderido ao selo de confiança COVID OUT — ‘Clean Surfaces Safe Places’, emitido pelo ISQ, “o qual garante que foi avaliada a eficácia das medidas implementadas e assegura que os locais estão seguros”.

De acordo com a empresa, no Casino de Lisboa “manter-se-á apenas aberto o Auditório dos Oceanos, após autorização do SRIJ – Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos”.

A Estoril Sol informa ainda que o Casino Estoril tem um novo horário de funcionamento, abrindo agora às 13h e encerrando a 01h.

Segundo precisa, às 13h o Casino Estoril disponibiliza apenas os acessos às áreas das salas de máquinas automáticas e respectivos ‘snack bar’ de apoio, podendo depois os clientes, pelas 15h, acender às restantes áreas públicas, designadamente salas de jogos tradicionais, ‘snack bar’ centrais e galerias de arte.

Na passada sexta-feira (11), em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa dos Empregados de Banca de Casinos (APEBC) criticou a decisão do Governo que levou ao encerramento da atividade de jogo em Lisboa, acusando o Estado de “preconceito” em relação ao setor.

“Grande parte dos rendimentos dos trabalhadores, neste caso, do Casino de Lisboa, 50% ou mais, são dados pelas gratificações do jogo”, disse Gonçalo Portela, recordando que a profissão é das poucas “que pagam uma taxa liberatória ao Estado”, ou seja, “há impostos pagos sobre estas gratificações”.

Estimando que o encerramento prejudique cerca de 150 pessoas, o responsável acusou o Estado de nunca lhes ter dado “rigorosamente nenhum apoio” e avançou que as concessionárias estarão em conversações para algum tipo de ajuda, que pode passar pela redução da carga fiscal. (Notícias ao Minuto)

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