Influencer critica apostadores e busca captar investidores para seus produtos financeiros

BNL I 26.01.26

Por: Magno José

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Influencer critica apostadores e busca captar investidores para seus produtos financeiros
Mais uma tentativa de construir narrativas que tentam demonizar o setor de bets e idiotizar os apostadores. Dados apresentados pelo Governo mostram média de R$ 122 mensais por apostador, valor comparável a uma ida ao cinema, contrariando críticas de influenciadores financeiros

Apostas esportivas geraram receita de R$ 37 bilhões no Brasil durante o ano de 2025. O governo brasileiro divulgou os dados na sexta-feira (24/01). O valor supera o Produto Interno Bruto (PIB) de países como a Groenlândia, evidenciando a dimensão econômica alcançada pelo setor no país.

Esses números ajudam a derrubar a narrativa propagada por captadores de investimentos como Thiago Nigro, que criticou em sua conta no Instagram os brasileiros por apostarem em bets em vez de investirem. Conhecido como “O Primo Rico”, Nigro é um influenciador e educador financeiro com mais de 10 milhões de seguidores, autor do livro “Do Mil ao Milhão” e fundador do Grupo Primo, que busca captar investidores para seus produtos financeiros.

Cerca de 25 milhões de brasileiros realizaram apostas esportivas no ano passado, equivalente a aproximadamente um em cada oito habitantes do país. Este número foi atingido mesmo com restrições implementadas pelo governo federal, que proibiu pessoas cadastradas em programas sociais, como o Bolsa Família, de participarem dessas plataformas.

Solicitações de exclusão revelam problemas com vício

O Ministério da Fazenda informou que 217 mil brasileiros pediram a exclusão de suas contas nas plataformas de apostas durante 2025. Entre os motivos apresentados para essas solicitações, 37% dos usuários declararam ter perdido o controle sobre o hábito de apostar, com relatos de impactos negativos em sua saúde.

Os dados apontam para um possível crescimento de comportamentos aditivos relacionados às apostas esportivas. As consequências desse fenômeno podem afetar o patrimônio familiar de milhares de brasileiros, desviando recursos que poderiam ser destinados a investimentos, empreendimentos ou aquisição de bens como imóveis.

Impacto econômico limitado para o Brasil

Parte considerável da receita gerada pelas empresas de apostas não permanece na economia brasileira. Muitas dessas companhias transferem os valores arrecadados para o exterior, diminuindo o impacto positivo que esses recursos poderiam ter no desenvolvimento econômico nacional.

Segundo especialistas, é importante contextualizar os números para entender o real impacto financeiro das apostas. Quando se divide o valor total apostado (R$ 37 bilhões) pelo número de apostadores (25,2 milhões), chega-se a uma média de R$ 1.468,25 por pessoa ao ano, ou aproximadamente R$ 122,35 por mês – valor comparável ao de uma ida ao cinema ou a uma pizzaria. Esta análise contraria tentativas de demonizar o setor ou caracterizar os apostadores como irresponsáveis financeiramente.

 

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