JCB volta a dar conjunto de três programações na semana

Compartilhar
Com o forte calor do verão e o número cada vez mais reduzido de puros-sangues no rebanho de equinos brasileiro passou a ser enorme o desafio semanal manter corridas na Gávea no domingo, segunda e terça-feira

Não foi nada fácil para a Secretaria da Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro formar três programas. Mas a turma baixou a biblioteca, reabriu alguns páreos e chegou lá. Com o forte calor do verão e o número cada vez mais reduzido de puros-sangues no rebanho de equinos brasileiro passou a ser enorme o desafio semanal manter corridas na Gávea no domingo, segunda e terça-feira. Por isso, depois de duas semanas com apenas duas reuniões, é justo comemorar a formação dos três programas. A quarta reunião, no sábado à tarde, podem esquecer. Página virada. Ela agora só existe nas lembranças e memórias dos antigos turfistas, em gloriosos tempos passados. Eles não voltarão mais.

No cenário atual, com dificuldades financeiras graves, dotações de valor insuficiente para motivar o retorno de alguns proprietários notórios, e número reduzido de funcionários nos guichês de apostas do prado, conseguir organizar três programas é artigo de luxo. E fruto de muito esforço. Basta olhar a nossa volta, as dificuldades encontradas por clubes hípicos coirmãos. Esta semana, em Porto Alegre, no Hipódromo do Cristal, teremos 10 páreos, hoje, quinta-feira à tarde. Os gaúchos, apaixonados pelo turfe, formaram três provas nobres, o Clássico Oswaldo Aranha, para potrancas de 2 anos, o Clássico J. A. Flores da Cunha, para potros da nova geração, e o Clássico Estensoro, em 2.000 metros, para produtos de 3 anos e mais idade.

Os turfistas do turfe paulista já se acostumaram a frustrante rotina de ter apenas 10 provas por semana, no sábado à tarde e, eventualmente, sete provas na sexta-feira. Esta semana, por exemplo, teremos 10 páreos no sábado, com início às 14h, com destaque para 3 provas especiais, Nageur, Onitie e Alexandre Rodolpho Smith de Vasconcellos. O turfe paranaense descansa agora e só retorna na próxima semana com sua programação. Esta equação de poucos cavalos sendo criados no país, dotações baixas e insuficientes para os proprietários arcarem com as despesas do trato mensal, e a pouca verba para divulgação na mídia dos eventos turfísticos emperra a possibilidade de sucesso da atividade em tempos de pandemia. (Páreo Corrido, por Paulo Gama – Raia Leve)

Comentar com o Facebook