Kalshi dobra projeção e movimenta US$ 27 bi na Copa 2026

Apostas I 24.07.26

Por: Magno José

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Justiça proíbe Kalshi de oferecer apostas esportivas sem licença em Massachusetts
Plataforma de apostas superou expectativas de volume e usuários, mesmo enfrentando litígios regulatórios nos EUA

A plataforma de mercados de predição Kalshi registrou US$ 27 bilhões em volume de negociações durante a Copa do Mundo de 2026. O resultado representou aproximadamente o dobro do desempenho esperado pela empresa para o período do torneio.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24/7) por uma fonte a par do assunto, em declaração à Reuters. A empresa havia projetado volume de US$ 13 bilhões e cerca de 1,5 milhão de usuários para o período da competição. Na prática, a Kalshi atingiu cerca de 3 milhões de usuários durante o torneio, também o dobro da estimativa inicial.

A Copa do Mundo de 2026 foi disputada no formato ampliado, com 48 seleções, e se tornou a mais lucrativa da história da FIFA. A abertura aconteceu no Estádio Azteca, no México. A Espanha conquistou o título em Nova Jersey, ao derrotar a Argentina, levantando o troféu pela segunda vez.

Expansão e disputas regulatórias

Além do futebol, a Kalshi anunciou no início de julho que passará a aceitar apostas nos resultados de ensaios clínicos e análises regulatórias da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA). A medida tornará públicas, pela primeira vez, as probabilidades relacionadas ao desenvolvimento de medicamentos. A empresa também planeja avançar para um conjunto mais amplo de contratos de eventos.

Plataformas como Kalshi e Polymarket permitem que usuários apostem no resultado de eventos esportivos, eleições e outros acontecimentos. O segmento ganhou popularidade desde a eleição presidencial americana de 2024.

A expansão, porém, ocorre em meio a um cenário jurídico adverso. A empresa enfrenta litígios em vários estados norte-americanos, que a acusam de violar leis de jogos de azar ao permitir apostas em eventos esportivos. Massachusetts foi o primeiro estado a solicitar uma liminar contra a plataforma. Na semana de 21 de julho, Washington obteve uma ordem judicial para bloquear as operações da Kalshi, após um juiz concluir que os chamados “contratos de eventos” da empresa provavelmente violavam as leis estaduais do setor.

Críticos argumentam que plataformas do tipo operam ilegalmente e promovem comportamentos viciantes, além de serem vulneráveis ao uso de informações privilegiadas. Gabriel Perez, operador de teleprompter de longa data do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está sob investigação de órgãos reguladores federais por suspeita de uso de informação privilegiada na Kalshi. A apuração foi revelada pela Reuters na semana anterior. A própria Kalshi identificou a atividade suspeita por meio de seus processos de cadastro e fiscalização de mercado, e encaminhou o caso à Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC).

No Brasil, o governo federal proibiu os mercados de predição, apontando a ilegalidade desse tipo de operação no país, em plataformas como Kalshi e Polymarket.

 

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