Las Vegas Sands enfrenta processo de US$ 12 bilhões em Tribunal de Macau

Destaque I 10.06.21

Por: Elaine Silva

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Atualmente, o grupo Las Vegas Sands possui cinco casas em Macau: Venetian, Sands Macau, The Londoner, Plaza & Four Seasons, e Parisian. A maior parte da receita global da empresa é proveniente dos cassinos de Macau

A Asian American sente-se lesada por, em 2001, a empresa criada por Sheldon Adelson a ter trocado pelo grupo Galaxy no processo de concessão de jogo, principalmente idealizado para o Cotai.

A gigante americana de cassinos Las Vegas Sands terá que enfrentar um processo judicial em Macau interposto por um antigo parceiro que pede uma indenização da ordem das US$ 12 bilhões, adiantou a Reuters. O caso pretende esclarecer como as cobiçadas licenças de jogo foram concedidas no maior centro de jogo do mundo há duas décadas.

O ex-parceiro da Sands, a Asian American Entertainment Corporation, liderada pelo empresário taiwanês Marshall Hao, pede uma indenização de cerca de 70% dos lucros de Sands em Macau entre 2004 e 2022, o que se estima que seja um número na ordem de US$ 12 bilhões (96 mil milhões de patacas), baseados nos balanços financeiros da empresa durante os anos em questão.

O julgamento, que começará na próxima quarta-feira (16), vai verificar se a Sands violou o contrato que tinha com a Asian American para uma licença de cassino em Macau, o único destino legal de jogos de azar na China.

A ação judicial surge num momento em que a Sands enfrenta uma quebra drástica nas receitas de jogo devido à pandemia de Covid-19, mas também numa altura em que a empresa aposta tudo no The Londoner. O Grupo Sands terá que participar da uma nova licitação para obter uma licença de jogo no concurso público (concorrência) marcado para 2022.

A Sands, que também administra um cassino em Singapura, o Marina Bay Sands, tem lutado como pode contra as reivindicações da empresa de Taiwan desde 2007, quando o caso foi tornado público, pela primeira vez, nos Estados Unidos.

Em Macau, o caso surgiu apenas em 2012, depois do mesmo ter sido arquivado nos EUA por prescrição e razões processuais.

A pareceria entre a Sands e a Asian American surgiu em 2012, quando ambos apresentaram em conjunto uma oferta para uma concessão de jogo. Durante o processo, a Sands trocou de parceiros, formando uma parceria com o grupo Galaxy Entertainment de Hong Kong, revela o processo.

A joint-venture Sands-Galaxy ganhou uma licença no território e o Cotai acabou por ser, na sua maioria, ocupado pelas duas empresas que gerem o maior cassino do mundo, no caso da Sands, e o maior resort integrado do mundo, no caso da Galaxy.

Marshall Hao disse à Reuters que a Sands encerrou a parceria com a empresa de Taiwan e, em seguida, apresentou um documento quase idêntico ao novo parceiro Galaxy, daquilo que tinha sido alinhavado anteriormente. “A Asian American tem vencido todas as principais batalhas jurídicas no processo de Macau desde que o mesmo foi aberto em 2012, por isso estamos confiantes no desfecho positivo”, comentou Hao.

A empresa norte-americana criada por Sheldon Adelson em 1988 tem tentado evitar o julgamento, ao mesmo tempo que entrou com uma ação judicial em Nevada (EUA) e em Macau. Ainda assim, a empresa, de acordo com a Reuters, não quis comentar o caso, afirmando apenas que desde 2019 “tem vindo a defender sistematicamente que este caso não tem qualquer fundamento”. No seu último exercício financeiro e relatório anual, a Sands assumiu que a atual administração era “incapaz de determinar a probabilidade do resultado deste assunto ou o intervalo de perda razoavelmente possível, caso haja”.

Atualmente, a Las Vegas Sands possui cinco casas em Macau: Venetian, Sands Macau, The Londoner, Plaza & Four Seasons, e Parisian. A maior parte da receita global da empresa é proveniente dos cassinos de Macau.

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