Legalização dos jogos: antídoto para miséria

Sobre a coluna de ontem pautada em estudo do governo federal sobre liberação de cassinos no Brasil, vale lembrar que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, saiu na frente em defesa de sua cidade por meio do pleito para a instalação de um grande empreendimento na área portuária. Bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Crivella revelou no final do último ano ao jornal “O Globo” que é contra o vício, mas também contra a miséria, o desemprego e a estagnação da nossa economia.
Blindagem do negócio
Para Crivella, ver a juventude terminando o curso escolar e não encontrando lugar para trabalhar está acima de crenças e justifica qualquer ação que gere milhares de empregos. Em consonância com o governador de Minas, Romeu Zema, o prefeito carioca descarta em seu objetivo a ideia de concessão de licença para abertura de jogos em toda esquina, quer seja para máquinas caça-níqueis, bingo etc.
Porto Maravilha
Nesse sentido, segundo o jornalista Elio Gaspari, Crivella teria se disponibilizado para ajudar o presidente Jair Bolsonaro a aprovar no Congresso Nacional uma lei que permita abertura de um empreendimento do bilionário americano Sheldon Adelson. Edificação esta que seria construída na área do Porto nos moldes do que o magnata construiu em Singapura, com hotéis, centro de convenção, um grande shopping e 5% reservado ao cassino.
Negócio blindado
Em comum também com o governador de Minas, a advertência de que, se não fizermos aqui, as pessoas vão continuar indo gastar nos EUA ou em outro lugar, como o Uruguai. Idem com liberações para áreas especificas e defesa contra associações do negócio com a bandidagem e de vícios descontrolados de usuários. (Coluna Paulo Navarro – O Tempo – Belo Horizonte – MG)


