Legitimuz comenta sobre Deepfakes no iGaming. As plataformas estão preparadas?

Apostas I 01.08.26

Por: Magno José

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Legitimuz comenta sobre Deepfakes no iGaming. As plataformas estão preparadas?
Para o setor de iGaming, que depende de verificação de identidade remota para cumprir exigências de KYC e idade mínima, essa evolução muda o tamanho do risco

Um deepfake em tempo real já não exige equipe técnica nem hardware caro. Ferramentas acessíveis geram, em minutos, um rosto sintético capaz de imitar expressões e movimentos diante de uma câmera.

Para o setor de iGaming, que depende de verificação de identidade remota para cumprir exigências de KYC e idade mínima, essa evolução muda o tamanho do risco.

Por que o iGaming é um alvo específico

Diferente de um banco, uma plataforma de apostas lida com um tipo particular de fraude de identidade: usuários que tentam burlar bloqueios de autoexclusão, criar múltiplas contas para abusar de bônus de boas-vindas, ou usar identidade de terceiros para contornar restrição de idade ou de jurisdição.

Um deepfake convincente, ou uma imagem fabricada e inserida diretamente no aplicativo sem passar pela câmera, atende a todos esses objetivos ao mesmo tempo.

Soma-se a isso o cenário regulatório brasileiro. A Lei 14.790/2023 e a Portaria SPA/MF nº 1.231 exigem que operadoras de apostas comprovem a identidade e a maioridade do usuário antes de liberar cadastro e movimentação financeira. Uma verificação facial frágil não é só um risco de fraude: é um risco de conformidade.

Onde a maioria das plataformas ainda falha

Boa parte das plataformas de apostas ainda verifica identidade comparando uma selfie com a foto do documento, sem checar se existe uma pessoa real e presente diante da câmera.

Esse modelo resiste bem a erros de cadastro, mas não resiste a um deepfake, a uma foto impressa reproduzida em outra tela, ou a uma imagem injetada diretamente no aplicativo por meio de emuladores e câmeras virtuais.

O ponto cego mais comum é tratar esses dois ataques como o mesmo problema. Detecção de ataque de apresentação, o chamado PAD, responde à pergunta se existe uma pessoa real na frente da câmera.

Detecção de ataque de injeção, o IAD, responde a uma pergunta diferente: se a imagem realmente veio da câmera do dispositivo. Uma plataforma preparada para deepfakes, mas não para injeção, ainda deixa a porta aberta.

O que uma verificação madura para iGaming inclui

Especialistas do setor apontam três camadas como resposta mínima ao cenário atual: verificação de vivacidade biométrica (liveness) capaz de detectar deepfakes e máscaras, validação específica contra ataques de injeção de imagem, e inteligência de dispositivo para identificar emuladores, root e jailbreak antes mesmo da captura da câmera.

Calibrar o rigor por nível de risco, aplicando mais exigência em cadastros novos e menos fricção em reautenticações de rotina, evita que a segurança extra vire abandono no onboarding.

O padrão que está se formando

Certificações internacionais como ISO/IEC 30107-3, iBeta PAD e BixeLab PAD e IAD, além do padrão técnico CEN/TS 18099 para detecção de ataques de injeção, começam a funcionar como referência de mercado para separar fornecedores que resistem a esses ataques na prática dos que só prometem segurança no papel.

Para o iGaming, setor que opera sob fiscalização crescente e margem apertada para fraude, essa distinção tende a pesar cada vez mais na escolha de fornecedor de verificação de identidade.

Sobre a Legitimuz

A Legitimuz é uma startup brasileira especializada em verificação de identidade, biometria e prevenção a fraude, com atuação relevante no setor de iGaming, fintechs e outras indústrias reguladas. A empresa mantém certificações ISO/IEC 27001, iBeta PAD Levels 1 e 2, BixeLab PAD Levels 1, 2 e 3, BixeLab IAD e ISO/IEC 30107-3.

 


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