Legitimuz revela perfil de 25 mi de apostadores brasileiros em white paper inédito

Apostas I 18.05.26

Por: Magno José

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Levantamento com mais de 135 sites regulados no país mostra que usuários entre 25 e 34 anos são maioria e mulheres representam 35,9% da base. Do total de apostadores verificados, 73% apresentam renda entre R$ 1.500 e R$ 3.000

A Legitimuz divulgou um white paper com dados de 25 milhões de CPFs únicos verificados. O documento apresenta informações sobre idade, renda, gênero e comportamento digital dos apostadores brasileiros. A divulgação ocorreu durante o Legitimuz Day 2026, realizado em São Paulo nesta segunda-feira (18/5).

Kayky Janiszewski, fundador e CEO da empresa, conduziu a apresentação para reguladores, operadores e especialistas nacionais e internacionais. A plataforma detém aproximadamente 72% do mercado de verificação de identidade para apostas no país. A empresa atende mais de 135 sites regulados com extensão .bet.br desde 1º de janeiro de 2025.

O executivo enfatizou que o levantamento se baseia em informações concretas de usuários verificados. “Isso aqui não é uma pesquisa, não é uma hipótese. São dados reais”, afirmou Janiszewski. O CEO destacou que as informações apresentadas contrastam com narrativas frequentemente veiculadas pela imprensa sobre o perfil dos apostadores no Brasil.

“A mídia espalha muita informação errada sobre idade, renda, gênero. Nosso objetivo é enriquecer o debate com informações verificadas”, declarou o executivo. O white paper foi desenvolvido para fornecer ao mercado uma visão baseada em dados verificados sobre quem realmente aposta no país.

Faixa etária dos apostadores contradiz percepção comum

Os dados coletados pela Legitimuz mostram que usuários entre 18 e 24 anos correspondem a 24,6% da base verificada. O segmento de 25 a 34 anos aparece como o de maior proporção entre os apostadores cadastrados na plataforma com 35,8%. A análise também identificou presença significativa de usuários entre 35 e 44 anos com 23,9%.

Apostadores na faixa de 45 a 64 anos também integram a base de usuários e representam 14,9%. O CEO identificou uma oportunidade comercial específica no público de meia-idade. “A oportunidade está no público de 35 a 44 anos, que é pouco explorado pelos operadores”, disse Janiszewski.

Os números contradizem a percepção de que o mercado seria dominado exclusivamente por usuários muito jovens ou adolescentes. A distribuição etária revela um público mais diversificado do que o retratado em reportagens sobre o setor. Durante o evento, Janiszewski reforçou que os dados desmentem a narrativa de que o setor seria dominado por menores de idade, destacando que a verificação rigorosa de identidade tem sido eficaz em barrar tentativas de acesso por usuários abaixo da idade legal.

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Renda média e perfil socioeconômico dos usuários

O white paper indica que a renda presumida média dos apostadores cadastrados na plataforma é de R$ 2.500. A análise de distribuição por classe social mostra que 75% dos usuários pertencem às classes D e E. Do total de apostadores verificados, 73% apresentam renda entre R$ 1.500 e R$ 3.000.

O score de crédito médio registrado fica em torno de 300 pontos. Janiszewski fez uma distinção importante sobre o comportamento financeiro dos diferentes perfis. “Quando você analisa as transações financeiras dos usuários que fazem altos valores de depósito, a minoria está na classe D e E. A maior parte dos grandes depositantes está nas classes A e B. A ideia de que as bets dependem dos usuários De E para sobreviver não é verdade. O D e E gera mais volume, mas menos GGR (receita bruta de jogo) para a casa”, explicou o executivo.

A análise consolidada estabeleceu dois perfis distintos de apostadores. O perfil predominante tem idade média de 33 anos. Utiliza sistema Android. Acessa principalmente pelo Instagram. Pertence à classe D. Tem renda média de R$ 2.500. Apresenta score de crédito próximo a 300 pontos. Trabalha como autônomo. Demanda experiência mobile-first.

Um segundo perfil apresenta maior potencial de receita. É caracterizado por vínculo empregatício formal. Possui score de crédito superior a 400 pontos. Tem capacidade efetiva de depósito. Mantém Fundo de Garantia ativo.

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Mulheres representam mais de um terço da base

As mulheres representam 35,9% da base de usuários verificados pela Legitimuz. Janiszewski estabeleceu uma comparação com o mercado britânico para contextualizar esse percentual. O Reino Unido, considerado um dos maiores mercados de apostas online globalmente, registra participação feminina entre 38% e 42%.

O executivo vê potencial de crescimento nesse segmento no Brasil. “Lá, o percentual de mulheres fica entre 38% e 42%. O Brasil pode não só alcançar como superar esses números. É um grande insight para campanhas de marketing mais direcionadas”, afirmou o CEO da Legitimuz.

Cadastros múltiplos indicam busca por promoções

O levantamento identificou que 51% dos apostadores mantêm cadastro em dois ou mais operadores. Do total de usuários, 43% estão registrados entre 2 e 7 plataformas diferentes. Uma parcela de 7,9% possui cadastro em 8 ou mais casas de apostas.

Janiszewski interpretou esses números como indicativo de busca por promoções. “Aí o desafio vira retenção: como reter o apostador não por bônus, mas por produto, relacionamento e estratégia”, ponderou o CEO. O executivo destacou que a multiplicidade de cadastros representa um desafio para as operadoras manterem seus usuários ativos.

Android domina entre dispositivos utilizados

A análise de dispositivos mostra que 77,5% dos apostadores utilizam aparelhos com sistema Android. Os usuários de iOS representam 22% da base verificada. Entre os usuários de Android, metade opera versões do sistema anteriores a 2023.

O dado indica uso de aparelhos mais antigos. O CEO comentou sobre as implicações técnicas desse perfil de dispositivos. “Isso impacta completamente a experiência. Fluxos pesados, com muitos gráficos, não trazem uma boa experiência para esses usuários”, afirmou Janiszewski.

A informação sugere necessidade de adaptação das plataformas para diferentes capacidades de processamento. O predomínio de dispositivos Android com versões antigas do sistema operacional representa um desafio técnico para os operadores desenvolverem interfaces adequadas. Durante a apresentação, o CEO enfatizou que operadores que ignoram essa realidade tecnológica perdem oportunidades significativas de conversão e engajamento.

Instagram lidera origem de tráfego para verificação

O tráfego de usuários para processos de verificação apresenta características específicas quanto à origem. Um quinto dos acessos aos sistemas de verificação provém do Instagram. O navegador Chrome concentra 47% das sessões de verificação.

O navegador integrado do Instagram apresenta limitações técnicas para funções de câmera. Essas restrições comprometem processos de verificação. A predominância do Instagram como canal de acesso tem implicações para o desenvolvimento de processos de verificação.

As limitações do navegador integrado da rede social criam obstáculos técnicos que afetam a taxa de conversão dos cadastros. Os operadores precisam considerar essas características ao desenvolver seus fluxos de verificação de identidade.

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Bloqueio de câmera compromete conversão

A apresentação destacou obstáculo técnico recorrente nos processos de verificação de identidade. A cada dez tentativas de verificação, uma enfrenta negação de acesso à câmera do dispositivo. “A cada 10 pessoas que tentam se verificar, uma tem a câmera negada. Isso mata a conversão do site“, explicou Janiszewski.

A empresa desenvolveu aplicativo próprio disponível nas lojas digitais para contornar essa barreira. O aplicativo já possui permissões de câmera configuradas por padrão. A solução alcançou 1,5 milhão de downloads.

O sistema identifica automaticamente por endereço IP o último cadastro que tentou verificação. Completa o processo sem necessidade de reinserção de dados. “É mais fácil ensinar o apostador a baixar um aplicativo do que a desbloquear a câmera nas configurações do celular”, resumiu o executivo.

Documentos de identidade predominam na verificação

A distribuição de documentos utilizados para verificação mostra preferências claras entre os usuários. Documentos de identidade, tanto físicos quanto digitais, representam 69,2% dos envios. A taxa de conversão alcança 84,8%. A Carteira Nacional de Habilitação corresponde a 25,7% dos documentos enviados.

A CNH Digital (3,6%) apresenta conversão ligeiramente superior a RH Digital (0,6%). Documentos como passaporte, carteiras profissionais e outros representam minoria nos envios. “O Brasil é um dos países mais avançados que já vi em identidade digital. Validamos CNH e RG digital diretamente na Serpro, com ótimos resultados”, afirmou Janiszewski.

A validação direta com a base de dados da Serpro permite verificação mais rápida e segura dos documentos digitais. O avanço da identificação digital no país facilita os processos de verificação nas plataformas de apostas. O executivo destacou que a integração com bases governamentais oficiais representa um diferencial competitivo importante para o mercado brasileiro em comparação com outras jurisdições.

Período noturno concentra maior volume de verificações

Os dados operacionais revelam padrões temporais específicos para processos de verificação. O período entre 18h e 22h concentra o maior volume de verificações com 31,4%, sendo 18h – 5,9%, 19h – 6,4, 20h, 6,6%, 21h – 6,5% e 22h – 6%.

A plataforma processa atualmente 300 mil cadastros diários. A média é de 2,2 documentos por processo de verificação. O sistema registra 1,5 milhão de operações diárias incluindo acessos, saques, alterações de senha e autenticações.

A empresa projeta duplicar esses volumes durante a Copa do Mundo de 2026. O contrato de disponibilidade estabelece índice de 99,99%. A concentração de verificações no período noturno reflete o comportamento de acesso dos usuários às plataformas de apostas.

Prevenção de fraudes supera R$ 100 milhões

A atuação em segurança digital apresenta resultados quantificáveis na prevenção de atividades fraudulentas. “Estimamos mais de R$ 100 milhões em fraudes prevenidas. A fraude escala muito rápido, principalmente de madrugada”, declarou Janiszewski.

A empresa anunciou expansão de suas capacidades tecnológicas para incluir ferramentas de jogo responsável. “Entendendo a renda presumida e as movimentações financeiras do apostador, temos tudo o que precisamos para ajudar os operadores nessa frente”, afirmou o CEO.

A Legitimuz pretende utilizar os dados de perfil financeiro dos usuários para desenvolver ferramentas que auxiliem os operadores na implementação de práticas de jogo responsável. A prevenção de fraudes representa uma das principais frentes de atuação da plataforma. Durante o evento, o executivo detalhou que os sistemas de inteligência artificial da empresa identificam padrões suspeitos em tempo real, permitindo bloqueios preventivos antes que prejuízos maiores ocorram.

Dados ficam disponíveis para operadores parceiros

Janiszewski encerrou sua apresentação com um anúncio direcionado aos operadores de apostas presentes no evento. O CEO informou que a maior parte das informações apresentadas durante o encontro está acessível para consulta pelos parceiros da plataforma.

“80% dos dados que mostrei hoje estão disponíveis no nosso dashboard. Vocês podem ver a idade média da sua base, a renda presumida por estado e cidade, os tipos de documento enviados. É de fácil acesso”, declarou o executivo. A disponibilização das informações ocorre por meio do painel de controle da Legitimuz.

Os operadores parceiros podem acessar dados agregados sobre o perfil dos usuários cadastrados em suas plataformas. Os dados agregados ficam disponíveis exclusivamente para os operadores que utilizam os serviços da Legitimuz.

O executivo destacou o objetivo da empresa ao tornar essas informações disponíveis para o mercado. “Queremos acabar com as informações erradas que saem na mídia sobre o nosso setor, sobre quem é o apostador. É assim que a gente faz um setor melhor, um setor mais seguro”, afirmou o CEO da Legitimuz. O evento reuniu representantes de órgãos reguladores, operadores nacionais e internacionais, além de especialistas em compliance e tecnologia, consolidando-se como um dos principais fóruns de discussão sobre o mercado regulado de apostas no Brasil.

 

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