Mulher perde prêmio de 10 mil euros em raspadinha por ter bilhete rasgado

“Tinha prometido ao meu marido que, se algum dia ganhasse um prêmio na Raspadinha, lhe comprava um papa-reformas (microcarro). Pensei que podia ser agora, mas afinal, ainda não é desta porque não vou receber o dinheiro”.
Maria Freitas, uma desempregada de 57 anos, de Guimarães, ganhou 10 mil euros, em fevereiro, numa raspadinha de três euros, mas não tem direito ao prêmio porque o bilhete está rasgado. Desolada, a apostadora garante que não voltará a jogar.
“O bilhete apresenta um ligeiro rasgão, na lateral do lado esquerdo, uma coisa mínima, mas tem todas as letras e todos os números intactos. Não compreendo este critério”, desabafa ao CM Maria Freitas, que viu o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa negar-lhe o prêmio.
A desempregada, apostadora habitual de raspadinhas, comprou o bilhete premiado a 14 de fevereiro deste ano, num quiosque no centro da cidade de Guimarães.
“Era uma ‘Moedas da Sorte’. Quando raspei, tive uma alegria muito grande ao ver que tinha prêmio. Coloquei o bilhete na carteira e, quando fui aos serviços da Santa Casa, no Porto, disseram-me que não iam poder pagar o prêmio porque o bilhete se apresentava rasgado”, contou.
Maria ainda recorreu para o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas a decisão do júri de reclamações foi a mesma. “Após análise do bilhete, constata-se que se encontra rasgado”, informa a decisão.
“Não consigo aceitar estes critérios e, por isso, acho importante divulgar esta injustiça para chamar a atenção de outras pessoas porque a Santa Casa vai ao mínimo pormenor para não pagar o prêmio”, atira a vimaranense, inconformada com a decisão que lhe negou o prêmio de 10 mil euros. (Correio da Manhã – Fátima Vilaça – Lisboa – Portugal)


