Pinbank já tem 140 mil contas e projeta movimentar R$ 20 bilhões este ano

BNL I 15.03.22

Por: Magno José

Compartilhe:
Ricardo Barletti, CEO do Pinbank, negocia com alguns grupos varejistas de grande porte para fornecer seus produtos de BaaS (Foto: Divulgação)

Criado em 2009 por Ricardo Barletti e Anderson Cicotoste, em meio ao boom do mercado imobiliário, o Pinbank nasceu com o objetivo de facilitar os pagamentos nesse tipo de operação. Foi um dos pioneiros no Brasil no chamado “split”, quando a instituição faz a divisão de um pagamento entre diversas partes. No caso, quando o cliente comprava um imóvel, a fintech dividia o recebimento entre construtora, corretor, imobiliária, etc.

O banco digital Pinbank chegou a 140 mil contas no fim do ano passado. Dessa base, 40% são empresas e 60% pessoas físicas, mas neste segundo bloco muitos na verdade são microempreendedores individuais (MEI). O grupo, que tem também uma subadquirente, movimentou R$ 1,3 bilhão em dezembro e prevê um volume de quase R$ 20 bilhões este ano.

Barletti, que é CEO do banco, conta que toda tecnologia é desenvolvida internamente, o que garante grande agilidade, e que assim foi com a adoção do Pix, que já representa quase um terço do volume movimentado pelo banco. Hoje, além de conta digital e maquininhas de cartão (já são 20 mil POS), também presta serviços de banking as a service (BaaS), para quase 400 clientes. Atualmente, a instituição negocia com alguns grupos varejistas de grande porte para fornecer seus produtos de BaaS. As parcerias são sempre no modelo de profit sharing, com o Pinbank compartilhando o risco da operação.

Recentemente, o Pinbank começou, gradualmente, a oferecer crédito. Barletti diz que o movimento será bem gradual e foi feito após dois anos de estudos. “A gente não quer simplesmente lançar por lançar. Vamos começar pequenos, testar o mercado, ir avançando com o tempo. Estamos desenhando o modelo, montando um motor de crédito próprio”. Em 2017, o grupo comprou a catarinense Polocred Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e a Empresas de Pequeno Porte, e é através dela que o crédito será concedido.

Com cerca de 100 funcionários, sendo 40 deles de TI, o Pinbank investiu R$ 20 milhões em tecnologia no ano passado. Segundo o CEO, o grande diferencial do grupo é justamente a agilidade que os modelos proprietários proporcionam. “Hoje temos 45 projetos no ar, para serem entregues. Se algum concorrente lança um produto, em pouco tempo eu me adapto e posso oferecer aquilo também”.

No ano passado, o Pinbank teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 70 milhões. Barletti diz que, mesmo com os pesados investimentos em tecnologia, a companhia já é rentável desde 2019.

O grupo ainda não fez nenhuma rodada de investimento, mas isso pode mudar este ano, especialmente com o início da concessão de crédito. “Pode ser que precisemos de capital para os novos produtos que estamos lançando. Tem muita gente querendo conversar, temos vários players grandes interessados. Tem dinheiro na mesa disponível hoje no mercado.” (Valor – Álvaro Campos – São Paulo)

Comentar com o Facebook
error: O conteúdo está protegido.