Presidente da Loterj pede força-tarefa contra o crime organizado no setor de apostas

Loteria I 08.01.26

Por: Magno José

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Presidente da Loterj pede força-tarefa contra o crime organizado no setor de apostas
Presidente Hazenclever Cançado explica como instituição preencheu vácuo legislativo federal e multiplicou por 46 investimentos em ações sociais em três anos de gestão (Foto: Andre Pinnola/Esfera Brasil)

O advogado Hazenclever Lopes Cançado, presidente da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro), foi entrevistado pelo EsferaCast, videocast da Esfera Brasil, que irá ao ar nesta quarta-feira (7). Durante a conversa com a jornalista Yasm Bachor, Cançado explicou como a Loterj implementou um modelo regulatório para apostas no Rio de Janeiro.

Hazenclever defendeu uma força-tarefa entre estados e a União para combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro em casas de aposta ilegais, assim como ocorreu nos setores de combustíveis e financeiro no ano passado, revela reportagem da Folha de S.Paulo.

“Precisamos unir os estados e organismos federais, como Receita Federal, Polícia Federal, Coaf e Banco Central, para a criação de uma força de combate às casas de apostas irregulares”, afirmou.

“As dezenas de milhares de casas irregulares que funcionam no Brasil são a porta de entrada para o tráfico, para a milícia, para o narcotráfico, para a lavagem de dinheiro e para vários outros crimes.”

Ao mesmo tempo, Cançado voltou a defender a legalização de cassinos, bingos e jogos de azar no Congresso Nacional. “Precisamos trazer para a luz do sol todos os jogos que persistem funcionando na obscuridade e na clandestinidade”, disse.

Presidente da Loterj revela planos para vídeo loterias

A Loterj atuou na legalização das apostas eletrônicas no Brasil, preenchendo um vácuo legislativo federal. A instituição estabeleceu mecanismos para que as casas de apostas passassem a pagar impostos e implementou medidas contra lavagem de dinheiro e crimes fiscais no setor.

“O nosso modelo é um modelo moderno, um modelo atualizado. Nós dialogamos com todos os mercados maduros do planeta e trouxemos para o Rio de Janeiro o que há de melhor com segurança jurídica para o apostador, para o estado e para as casas de aposta”, afirmou Cançado durante a entrevista.

A iniciativa surgiu da necessidade de trazer para a legalidade um setor que operava na informalidade. A Loterj ofereceu oportunidade de regularização para operadores que antes atuavam sem licença, seguida de fiscalização para garantir a conformidade com as normas estabelecidas.

Ele disse que esse é um avanço importante para aumentar a injeção de dinheiro na economia do estado por meio dos jogos, que, segundo ele, também beneficiam outros setores, como o do turismo e o de bares e restaurantes, além dos fornecedores de tecnologia e outros conectados à indústria da aposta.

Em três anos de gestão, a Loterj multiplicou por 46 sua aplicação em ações sociais. Os recursos são direcionados para atendimento a crianças, creches, combate à violência contra mulheres e esportes de base, principalmente o futebol no Rio de Janeiro.

A instituição implementou o sistema “Pix no Lote” para todas as apostas e pagamentos de prêmios. O mecanismo utiliza reconhecimento facial e prova de vida dos apostadores como medidas de segurança.

“O nosso grande diferencial, além da segurança, é o retorno para a sociedade daquilo que é arrecadado de uma forma transparente, de uma forma democrática, deixando no Rio de Janeiro o resultado arrecadado pelo Estado com as apostas feitas pelos fluminenses”, declarou o presidente.

O próximo passo da Loterj será a implementação dos videolotteries no estado, com previsão de gerar aproximadamente 65 mil empregos diretos e indiretos nos próximos dois anos. Cançado também mencionou a expectativa pela aprovação no Congresso Nacional da legalização de cassinos, bingos e outros jogos de azar no Brasil.

 

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