Rebeca Andrade é prata no individual geral da ginástica em Paris

Loteria I 02.08.24

Por: Elaine Silva

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Rebeca Andrade é prata no individual geral da ginástica em Paris
Rebeca Andrade, medalhista de prata (Foto: Luiza Moraes – COB)

Rebeca Andrade começou a treinar ginástica artística em um projeto social quando criança e, hoje (1º), aos 25 anos, conquista o segundo lugar no pódio dos Jogos Olímpicos de Paris. Rebeca Andrade pontuou 57.932 na final individual geral feminino e garantiu medalha de prata para o Brasil, ficando atrás da norte-americana Simone Biles, que cravou 59.131 pontos, e recebeu o ouro.

“Eu me sinto privilegiada. Diante de tantas coisas que poderiam acontecer e tantas pessoas que poderiam ter sido escolhidas para estar aqui. E eu estou aqui e consegui! Então realmente é uma honra gigantesca fazer parte da porcentagem de mulheres que está cada vez mais vencendo e, hoje, poder trazer mais um resultado do esporte para o meu país é incrível”, disse a ginasta, que se tornou a primeira mulher brasileira a ganhar quatro medalhas olímpicas.

E não é a primeira medalha da Rebeca em Paris. Junto com Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira, conquistou o bronze por equipes na terça-feira (30/7), ficando atrás dos Estados Unidos, com o ouro, e da Itália, com a prata.

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(Foto: Luiza Moraes – COB)

A ginasta brasileira é um dos principais nomes dos jogos olímpicos de 2024. Além da prata e do bronze conquistados nos jogos de Paris 2024, Rebeca já chegou a outros dois pódios nos jogos olímpicos de Tóquio 2020.
Ao longo de sua carreira, Rebeca possui no seu medalheiro 36 condecorações. São quatro medalhas olímpicas, nove em Campeonatos Mundiais, quatro em jogos Pan-Americanos e 19 em Copas do Mundo.

Curiosidades da estrela olímpica
Natural de Guarulhos (SP), Rebeca, que tem 1,55m de altura, entrou para a ginástica aos 4 anos. Sua mãe, dona Rosa, trabalhou como empregada doméstica para custear os treinos da atleta e manter a família. Com sete irmãos, Rebeca contou com o apoio de familiares: Emerson, seu irmão na época com 15 anos, comprou uma bicicleta para levá-la ao ginásio, garantindo sua frequência nos treinos. Deixou sua casa com apenas 10 anos e passou a morar em Curitiba (PR) para treinar de forma profissional. Além de atuar na equipe brasileira, está no time de ginástica do Flamengo. É também estudante de psicologia.

Patrocínio Loterias CAIXA
As Loterias CAIXA apoiam a Ginástica com um total de R$ 30 milhões. O contrato atual com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) começou em 2021, vai até maio de 2025 e abarca as quatro modalidades (artística, rítmica, de trampolim e aeróbica), além de escolinhas.

Pela parceria, mais de três mil crianças e adolescentes de todo as regiões do país são atendidas em Centros de Excelência Loterias CAIXA.

Caio Bonfim conquista prata na marcha atlética

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Caio Bonfim, medalhista de prata (Foto Alexandre Loureiro/COB)

Resiliência tem nome e sobrenome: Caio Bonfim. O atleta do Distrito Federal fez história nos jogos olímpicos de Paris e conquistou a prata na marcha atlética de 20km. Foi a primeira medalha do Brasil na modalidade. Bonfim fechou a prova em 1h19m09s, 14 segundos atrás do equatoriano Brian Daniel Pintado, que ficou a medalha de ouro.

“Medalha no Brasil, na marcha atlética, não tem cor. Quando eu passei a linha de chegada no Rio, eu pensei se teria outra oportunidade de disputar os Jogos. Tive muito orgulho daquele quarto lugar. Abriu muitas portas. Na minha cidade, brinco que antes da Rio 2016 eu era xingado quando marchava. Depois de lá, mudou. As buzinas vinham seguidas de ‘vamos, campeão’. Quando meu pai me chamou para marchar pela primeira vez, eu fui muito xingado naquele dia. Era muito difícil ser marchador”, disse o atleta.

Caio Bonfim fez sua primeira participação nos Jogos em Londres 2012, na 39ª colocação. Na Rio 2016, em casa, bateu na trave, terminando em quarto lugar. Em vez de lamentar o “quase”, ajoelhou e apontou para o céu em gratidão. Em Tóquio foi o 13º colocado. Nunca deixou de lutar e teve nos Campeonatos Mundiais a confirmação de que sempre este no caminho certo. Ele foi bronze em Londres 2017 e Budapeste 2023.

“Eu não sei dizer para vocês o que significa isso tudo. Não estou acostumado a ser chamado de medalhista olímpico. Sempre foi um sonho. Eu sou de Brasília. Eu cresci com Joaquim Cruz. A nossa bolsa atleta começou por causa do resultado dele. E hoje eu tenho uma medalha igual a ele. É um momento especial que representa todos esses anos. Olimpíada não representa apenas um ciclo olímpico. É toda uma vida”, completou Caio, emocionado.

Patrocínio Loterias CAIXA
As Loterias CAIXA patrocinam a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A parceria foi renovada em 2023 e está injetando R$ 24 milhões na modalidade até fevereiro de 2025.

Além de subsidiar a preparação dos atletas brasileiros para competições nacionais e internacionais, o patrocínio possibilita ações de projetos sociais e de educação continuada em parcerias com escolas e centros sociais. Ao todo, são 60 escolinhas de atletismo, quase 4 mil crianças trabalhando a base no atletismo. (Agência CAIXA Notícias – Com informações do Comitê Olímpico Brasileiro (COB))

 


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