Receitas de jogo dos Casinos de Macau cai em 2015 para nível mais baixo desde 2010
Macau, a maior zona de jogo do mundo, sofreu em 2015 uma retração na arrecadação em 34,3%, para 25,8 bilhões de euros (US$ 28 bilhões), que é o montante anual mais baixo desde 2010.
A queda em quase 35% das receitas de jogo de Macau está em linha com estimativas avançadas por analistas que têm apontado a campanha das autoridades chinesas contra os gastos suntuosos e a corrupção como primeira causa da queda, por ter provocado uma retração dos chamados jogadores VIP, majoritariamente chineses.
Outro fator está o abrandamento da economia chinesa, acrescentam esses analistas, que apontam para a necessidade de os cassinos terem maior empenho na conquista de outras camadas de clientes, mais de turismo, porque, dizem, não existe expectativa de um rápido retorno do mercado dos VIP aos níveis de expansão que manteve até meados de 2014.
Os dados oficiais da entidade de supervisão dos Casinos de Macau mostram que ainda no primeiro semestre de 2014 os proveitos de jogo estavam aumentando a dois dígitos, em 12,6%, mas quando se chegou ao final do ano, depois de sucessivos exercícios com aumentos ‘explosivos’, o resultado foi um decréscimo em 2,6%.
Queda de 13,5 bilhões de euros ou US$ 14,6 bilhões
Esses resultados refletem essencialmente a dimensão das quedas nos últimos quatro meses de 2014, que ainda assim foram razoavelmente ‘modestas’ face aos 12 meses de quebras de 2015, a mais forte das quais a do mês de fevereiro, em 48,6%, e a mais moderada a de janeiro, em 17,4%.
Em valor, a queda do mercado em 34,3% significa um ‘rombo’ de 120 bilhões de patacas, o que ao câmbio de hoje equivale a 13,5 bilhões de euros (US$ 14,6 bilhões).
No mês de dezembro, de acordo com os dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos de Macau, a queda das receitas de jogo dos cassinos foi em 21,2%, para 18 bilhões (2,3 milhões de euros).
Em valor, a queda foi em 4.945 milhões de patacas, que foi o decréscimo mais baixo do ano de 2015, seguido imediatamente pelo decréscimo no mês de janeiro, que foi de 4.991 milhões. (Com Presstur)


